Por determinação do prefeito Marco Citadini a prefeitura de Capão Bonito suspendeu qualquer pagamento para a empresa que instalou abrigos de ônibus na zona urbana e rural do município.
Segundo a assessoria de imprensa, após o prefeito, que estava em viagem, ter verificado in loco na última terça-feira a instalação dos abrigos houve a constatação de irregularidades, principalmente no quesito instalação.
Os abrigos foram comprados em pregão presencial na modalidade registro de preço no qual a prefeitura somente solicita a quantidade que achar necessária.
Os abrigos serviriam para atender demandas feitas pelos vereadores que indicaram a colocação das populares guaritas em vários pontos das zonas urbana e rural do município.
“Ao fazer a vistoria nos abrigos instalados na zona urbana do município percebi que eles tinham irregularidades na sua instalação e que balançavam facilmente. Determinei de imediato a suspensão de qualquer pagamento e a realização de uma vistoria completa em todos os locais que receberam os abrigos para confecção de um laudo para embasar nossa reclamação administrativa e judicial se for o caso. Não vamos pagar”, foi taxativo o prefeito.
Na quinta-feira uma comissão composta por servidores das Secretarias de Obras e de Planejamento vistoriaram os pontos para preparar o laudo que será remetido para a empresa que fez a instalação negando o recebimento dos abrigos entre outras coisas devido a sua fragilidade.
“A ideia era de comprar um produto de boa qualidade, bem instalado e ecologicamente correto, mas numa licitação muitas vezes só nos deparamos com o problema com a instalação, como foi o caso”, disse o secretário Reinaldo Junior.
Para a assessoria de comunicação, a intenção da prefeitura e dos vereadores que destinaram suas emendas para aquisição dos abrigos foi boa, mas a execução deixou a desejar, pois era um fornecedor novo.
Outro fato colocado pela assessoria de imprensa do município é que nada foi pago pelos abrigos e, portanto, a prefeitura não teve nenhum prejuízo.
Os vereadores se reuniram esta semana para analisar o caso que gerou grande repercussão na cidade e até na mídia regional.
Deve ser convocado nos próximos dias alguém da prefeitura para explicar o caso em plenário.
“Os vereadores só quiseram atender a população e não podem ser responsabilizados por uma empresa que não fez o serviço correto. Não é a Câmara que faz a compra, desta forma o Legislativo não pode ser responsabilizado por algo que não está em sua alçada”, disse o presidente da Câmara Adinan Martins.









