Nestes dez meses de governo do presidente Jair Bolsonaro, do PSL, o que não tem faltado ao país são polêmicas para serem difundidas pela grande imprensa nacional e internacional.
Nem mesmo quando o presidente está fora do Brasil há tranquilidade no meio político nacional. No menor sinal de incêndio Bolsonaro e principalmente seus filhos fazem o possível para jogar ainda mais gasolina na fogueira, que muitas vezes era uma mera faísca.
E ao invés de diminuir a tensão acabam aumentando o tom da discussão, deixando as polêmicas ainda mais tensas e criando crise sobre crise.
Nos últimos dias, depois de não se conseguir uma solução para pacificar o seu PSL, partido do presidente da República, o chefe do Executivo Federal e seus filhos entraram numa polêmica sobre o possível envolvimento de Jair Bolsonaro com acusados do assassinato da vereadora carioca Mariele Franco.
De forma furiosa o presidente rebateu as matérias jornalísticas sobre o caso sem ao menos atentar que as próprias reportagens praticamente o inocentavam informando que no dia dos fatos ele estava no Congresso Nacional. Além de fazer uma tempestade desnecessária, Bolsonaro ainda saiu para o enfrentamento com o governador do estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o segundo mais importante Estado da federação, acusando o governador de ter vazado informações para imprensa.
Esta facilidade para beligerância pode até ser boa para uma campanha eleitoral, mas esta acabou em outubro do ano passado e cabe agora ao presidente a tarefa de governar o país, para isso é necessário ter equilíbrio e evitar colisões a todo o momento.
Para piorar a situação, o presidente tem em seus filhos, todos com mandato político, estimuladores de conflitos. Talvez seja o momento do presidente afastar alguns membros da família da sua gestão para ter tranquilidade para governar o país, tranquilidade esta que tanto o país precisa. Se o presidente quer um exemplo de boa conduta, mire-se no seu vice, general Mourão, que sempre que é chamado tem dado nítidos sinais de equilíbrio e sabedoria, algo que parece estar faltando ao nosso presidente.









