Todo mundo sempre soube que o presidente da República Jair Bolsonaro não tinha travas na língua. Ele sempre falou o que bem entendesse não se preocupando com a repercussão quando ainda era deputado.
Como presidente do país continuou com sua forma de se expressar e muitas vezes suas declarações acabaram causando algum mal estar até mesmo com países vizinhos.
O que não imaginávamos é que o presidente estaria fazendo escola ao seu ministro da Fazenda Paulo Guedes que nas últimas semanas soltou duas patadas violentas contra servidores públicos e contra a classe das empregadas domésticas.
Guedes em rompantes disse ao se referir ao valor do dólar americano no país ter subido que agora o Brasil privilegia as exportações e não como no passado quando o dólar era artificialmente mantido baixo e proporcionava que empregadas domésticas passassem férias na Disneylândia. Antes o mesmo ministro tinha dito que os servidores públicos eram parasitas do orçamento do governo federal do país.
Todo mundo no nosso país tem direito a livre expressão, mas pessoas que ocupam certos cargos precisam ter um mínimo de cuidado para expressar suas opiniões, um ministro não pode falar para a Nação como fala no balcão de um boteco. Se referir aos servidores públicos como parasitas e ou ao direito de empregadas domésticas terem férias no exterior mostra que o ministro da pasta mais importante do país é uma pessoa mal educada e que discrimina brasileiros pela sua profissão.
Por que uma empregada doméstica não tem direito de fazer uma viagem a Disneylandia? E será que todos os servidores públicos são parasitas?
Empregada doméstica ou um grande empresário, o que importa não é seu saldo bancário, mas sim se a forma como ele conquistou seus bens e realizou seus sonhos foram de forma correta.
Existem sim servidores públicos que não são dedicados e até poderiam ser rotulados co-mo parasitas, mas existem milhões de servidores que são pessoas boas, cumpridores de seus deveres e muitas vezes fazem mais do que suas obrigações para atender a população.
Em nada nesta vida podemos generalizar, pois comete-remos injustiça ao colocar no mesmo saco o joio e o trigo.
Portanto, o nosso ministro da Fazenda, Paulo Guedes, que tem feito várias ações positivas como liderar reformas importantes para o futuro do país, não deveria se espelhar no presidente e sim pensar dez vezes antes de lançar suas pérolas ao vento.
Declaração de um ministro de Estado são e serão sempre repercutidas e moderação não faz mal a ninguém.
O que menos interessa ao nosso país é que nosso presidente conhecido por seu descontrole verbal faça escola entre seus ministros e aliados.
Neste momento em que o Brasil precisa superar a crise econômica o que mais necessitamos é de tranquilidade e pessoas que demonstrem equilíbrio para gerir a Nação, pois num mundo onde a comunicação é muito rápida qualquer deslize acaba tendo proporção gigantesca.









