Chega um momento de nossa vida que devemos retribuir à sociedade aquilo que ela nos proporcionou. Eu sempre estudei em escola pública, desde o primário ao Ensino Médio. Depois, também me especializei numa Universidade Pública, a USP, na profissão que hoje exerço: Ciência e Marketing Político.
Convidado para coordenar as ações de articulação do Município com os Governos Estadual, Federal, Secretarias de Estado e parlamentares, também acumulei, voluntariamente, sem prejuízo ao erário público, a função de Gestor de Turismo.
O desafio foi grande, e a motivação ainda maior. Aceitei de primeira, pois sempre observei a potencialidade que a cidade e a região tinham nesse segmento econômico. Nunca estudei técnicas de Turismo. Aprendi na prática, perambulando pelos países europeus, latino-americanos e Estados Unidos.
A primeira lição é a seguinte: Poder Público não comercia-liza roteiros turísticos, apenas fomenta. Essa regra era clara para mim e foi seguindo esse conceito que corrigimos os erros do passado e efetivamente, colocamos o Turismo na cadeia econômica de Capão Bonito.
Temos um diagnóstico preciso e um plano de ações estratégicas afiançados por instituições como Ufscar e Etec de Capão Bonito. Um grupo de investidores aplicando R$ 16 milhões na construção de uma filial do Hotel IBis Budget na cidade e um Parque Estadual, o Penap, que estará à disposição dos turistas à partir do próximo 7 de agosto.
Infelizmente, os empreendedores ainda não enxergaram esse potencial. Mas tenho fé que logo abrirão os olhos. Avançamos também na concessão pública: O terminal rodoviário, agora revitalizado à altura do seu povo, foi concedido para a exploração da iniciativa privada, que tem a expertise para essa atividade. Além de economizar R$ 150 mil/ano com custeio e manutenção, o Município vai receber do concessionário cerca de R$ 60 mil/ano.
A receita é simples: vontade de fazer pela cidade. Além disso, uma antiga escola abandonada às margens da SP-250, no bairro do Pinhalzinho, foi concedida para a iniciativa privada transformar o local num portal turístico: o Portal do Peabiru, bem na rota do Rastro da Serpente, que o Estadão desta semana destacou com grande potencial turístico nacional.
Aqui, essa história de que santo de casa não faz milagre, caiu por terra. Se no passado acreditavam que ao produzir apenas um vídeo promocional com atrativos, seria a principal ação para transformar Capão Bonito numa cidade turística, desculpa decepcioná-los, mas, infelizmente, colocaram a carroça na frente dos bois.
Turismo é Negócio e tem que ser tratado como tal. Quem sabe surja uma agência capaz de desbravar esse potencial incrível que temos em nossa região.
O primeiro produto já está patenteado: a Rota dos Parques.
O turista que estiver em Capão Bonito terá a oportunidade de conhecer quatro Parques Estaduais no maior mosaico ambiental do Estado: Carlos Botelho, Penap, Intervales e Petar.
Francisco Lino é Jornalista









