Com o investimento inicial de 1,6 milhão, o Governo Estadual e a Prefeitura Municipal, inauguraram o Parque Estadual Nascentes do Paranapanema (PENAP), justamente num momento político nacional, onde o Ministério do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, promove a desestruturação de políticas ambientais e o esvaziamento de preceitos legais, desmontando e sucateando os órgãos de fiscalização ambiental.
O governo municipal, na linha da preservação desse importante patrimônio ecológico, que são as nascentes do Rio Paranapanema, a floresta e a fauna em seu entorno, dá mais um importante passo, promovendo geração de empregos no turismo local.
“O rio que corre é o Paranapanema, murmurando em seus poemas, as quebradas do sertão” como diz o ícone cultural caipira, o compositor Eros Machado.
Foi por essas bandas do rio, que no final do século XVII, numa saga febril em busca de ouro, que os sertanistas adentraram à floresta, servindo-se das redes de caminhos do Peabiru, serpenteando a muralha de pedra, a Serra do Paranapiacaba, vindos do litoral de Iguape, instalando os primeiros ranchos nos afluentes do Rio Paranapanema.
No início do século XVIII, oficialmente, o local veio a se tornar as famosas Minas do Paranapanema, primórdio do povoado de Capão Bonito, tendo uma Superintendência da Corte que, em 1.727, era ocupada de forma violenta e rigor excessivo, por Antônio de Ca-margo Ortiz.
Em 1.728, foi nomeado como provedor dos quintos nas Minas de Paranapanema, João Coelho Duarte, natural de Portugal, que viera das Minas Gerais com grande escravaria, sendo a sua patente passada pelo governador de São Paulo, Cadeira Pimentel, no próprio arraial do Paranapanema.
A importância das Minas do Paranapanema fez com que o governador Cadeira Pimentel, visitasse a região, pela estrada de Sorocaba, saindo da capital e levando 15 dias de viagem, chegando a 31 de maio de 1.728. Ali assentou que o imposto denominado “chapins da rainha”, fosse de mil setecentos e seis oitavas por ano, tomando-se por base os 940 escravos que ali trabalhavam.
Consta que os ribeirões onde mais se minerou, em Paranapanema, foram o das Almas, o das Mortes, o do Chapéu, o do Carmo e o do Lavapés.
Em 1.746, o seu capelão, padre Manuel Luiz Vergueiro, requereu a mudança da capela para outro local, a margem direita do rio das Almas e, obtida a autorização, fundou ali posteriormente a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Paranapanema, em 1.774, tendo uma imagem da Nossa Senhora da Conceição, a qual foi encontrada, segundo relatos dos moradores, no córrego do Guapiarinha.
Assim, a história da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Paranapanema está intimamente conectada com o patrimônio ecológico do PENAP.
Rafael Ap. F. Almeida, advogado









