Despesas da Câmara de Capão Bonito cresceram mais de 3 milhões nos últimos anos

A Câmara de Capão Bonito teve um aumento considerável em suas despesas entre 2013 até 2020, apontam dados conseguidos junto aos portais de transparência da prefeitura e do próprio Legislativo.
O Expresso fez um levantamento dos valores repassados à Casa de Leis desde a gestão do então presidente e hoje vice-prefeito Célio de Melo de 2013 e 2014, passando pelos biênios comandados por Matheus Francatto de 2015 e 2016, Fio Londrina de 2017 e 2018 e Adinan da Laranja entre 2019 e 2020.
Um dos fatos positivos é que na atual gestão comandada pelo vereador Adinan da Laranja, do PP, os gastos podem cair mais de 20% graças a medidas saneadoras que o atual presidente tem tomado como corte de gastos e diminuição de cargos de confiança e até mesmo demissão de funcionários que estavam aposentados.
Na gestão Célio de Melo 2013/2014 a Câmara recebeu R$ 5.642.000,00 em seus dois anos de presidência, o seu sucessor Matheus Francatto em 2015/2016 recebeu R$ 7.805.000,00 nos seus dois anos à frente da Casa de Leis, configurando um aumento de R$ 2.163.000,00 ou 38% dos gastos, já em 2017 e 2018 com a Câmara sob o comando do vereador Fio Londrina mais um aumento de gastos de 12% com o total repassado pela prefeitura em dois anos chegando a R$ 8.740.000,00, se comparado com a gestão de Célio de Melo o aumento em valores na gestão de Fio Londrina foi de R$ 3.098.000,00. Somente em 2019 e em 2020, sob gestão do vereador Adinan da Laranja é que o Poder Legislativo teve a redução de gastos. Se continuar com os atuais valores o atual chefe do Poder Legislativo terá repassado em seus dois anos à frente da Casa de Leis R$ 8.225.000,00 com uma redução de 23% de gastos se comparado a gestão de seu antecessor Fio Londrina.
“Só consegui diminuir co-mo queria os gastos neste segundo ano à frente da Câmara. Hoje a prefeitura me repassa 290 mil/mês o que daria no biênio um valor de R$ 6.960.000,00 ou R$ 1.780.000,00 a menor se comparado com o que se gastou em 2017 e 2018. Entendo que é possível o Poder Legislativo ter autonomia sem gastos desnecessários”, disse Adinan da Laranja.
Se for comparado somente o que é enviado atualmente todo mês ao Legislativo, deixando de lado o ano de 2019 quando o atual presidente não tinha ainda implantado todas as suas mudanças, a economia é de cerca de R$ 75.000,00 por mês, ou seja, 290 mil por mês da atual gestão contra 365 mil da gestão Fio Londrina.
Para o atual presidente do Legislativo, sua gestão à frente da Câmara está seguindo rigorosamente o que é apontado pelo Tribunal de Contas do Estado e o respeito a boa aplicação dos recursos públicos com diminuição de gastos com viagem, corte de horas extras, critérios para pagamento de licenças saúde entre outras coisas. “Hoje a Câmara tem um custo de 290 mil mensais para o município, já na gestão do meu antecessor era de 365 mil por mês. Tem alguns vereadores bravos comigo, mas o dinheiro é publico e merece muito mais cuidado ainda. Anteriormente me parece que não havia preocupação com isso. Chegou-se a pagar um motorista que estava afastado através de um atestado médico por 4 meses sendo que ele já recebia do INSS, fora pagamento de 14 vereadores”, disse Adinan Martins.
O atual vice-prefeito Célio de Melo, do PL, que administrou a Câmara no biênio 2013 e 2014 se mostrou assustado com o aumento de gastos do Legislativo e lembrou que desde 2018 os vereadores aprovaram ainda lei que obriga o pagamento de emendas impositivas que somam 1,3 milhão somente este ano. “O Legislativo não pode reclamar de falta de apoio do Executivo. Da minha gestão para a do Fio Londrina houve um aumento de mais de 3 milhões por biênio, além disso os vereadores têm atualmente a possibilidade de fazer indicação de emenda impositiva que custam mais 1,3 milhão por ano”, disse o atual vice-prefeito.

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