TCU bloqueia auxílio emergencial a candidatos da região

Ao menos 146 candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador da Região de Sorocaba estão na lista do Tribunal de Contas da União (TCU) com auxílio emergencial bloqueado por ter patrimônio acima de R$ 300 mil.
Pelos dados, são 142 candidatos a vereador, três a prefeito e um a vice-prefeito.
Segundo o TCU, os dados contêm os candidatos que receberam alguma parcela do auxílio emergencial até julho de 2020.
Em Capão Bonito foram bloqueados auxílio de dois candidatos a vereador.
A relação de candidatos com patrimônio superior a R$ 300 mil que receberam o auxílio emergencial da Covid-19 pode ser conferida no site do TCU.
Das 146 pessoas, 13 estavam inscritas no Cadastro Único e outros 133 fizeram o pedido pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal. Ainda conforme as informações, 10 pessoas tiveram o bloqueio do benefício antes de decisão do TCU, que detectou possíveis irregularidade na lista de beneficiados. Outras 136 tiveram o bloqueio pelo Governo Federal após decisão do TCU.
Conforme o levantamento, somados, o patrimônio dos 146 candidatos da RMS e que aparecem na lista do TCU, têm patrimônio de R$ 82 milhões, com média de R$ 600 mil para cada um. Somente de Sorocaba, os 16 candidatos têm patrimônio somando de R$ 9,3 milhões, com média de R$ 586 mil.
Alertas
Por meio de despacho, o ministro Bruno Dantas, do TCU, afirmou que os resultados são apenas indícios de renda incompatível com o auxílio. Conforme o documento, há risco de erro de preenchimento pelo candidato, assim como de fraudes estruturadas com dados de terceiros. O texto ainda lembra que só o Ministério da Cidadania pode confirmar se o pagamento é indevido e só o TSE pode confirmar eventuais crimes eleitorais. “O papel do TCU é garantir o bom uso do dinheiro público. Os dados dos candidatos são públicos e estão disponíveis no site do TSE” e “os dados dos beneficiários do auxílio são públicos e estão no Portal da Transparência”.

Combate a fraudes
A Polícia Federal (PF) deflagrou no dia 09/11, a Operação Primeira Parcela. O objetivo era identificar e desarticular grupos que cometeram fraudes para sacar valores do auxílio emergencial do governo federal. Os agentes cumpriram quatro mandados de prisão e outros dez de busca e apreensão em São Paulo, São Bernardo do Campo (SP) e Sorocaba (SP) e nos Estados da Bahia e Tocantins.
A corporação explicou que os envolvidos podem responder pelos crimes de estelionato, constituição de organização criminosa e até mesmo lavagem de dinheiro.
O nome da operação, Primeira Parcela, faz alusão ao pagamento das parcelas do auxílio emergencial e à primeira ação conjunta em mais de um Estado no combate a grupos criminosos e fraudes massivas ou estruturadas para receber o benefício. O auxílio do governo federal foi desenhado para ajudar trabalhadores informais, micro-empreendedores individuais, autônomos e desempregados que perderam a principal fonte de renda diante da crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

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