Auxílio emergencial movimentou R$ 43 milhões na economia de Capão Bonito

15.942 foram beneficiadas receberam o auxilio na cidade, ou seja, 34% da população

A movimentação da economia brasileira em 2020 deve, principalmente, ao auxílio emergencial e a outras linhas de crédito propostas pelo governo federal para mitigar a crise da Covid-19. Dos quase R$ 575 bilhões do pacote de combate ao coronavírus, cerca de R$ 523 bilhões foram destinados a ações que impulsionaram a atividade econômica, seja através do consumo ou oferecendo incentivos às empresas.

O programa Auxílio Emergencial, criado pelo Governo Federal para atender trabalhadores informais, microempreendedores individuais, contribuintes individuais da Previdência Social e desempregados, foi um dos principais combustíveis da movimentação econômica no Brasil, e em Capão Bonito, o programa gerou R$ 43 milhões na economia local em 2020.

De acordo ainda com o portal da Controladoria Geral da União, 15.942 (34% da população) receberam o benefício em Capão Bonito e contribuíram diretamente para o fortalecimento da rede de Comércio e Serviços, setores que mais empregam no município.

Segundo o ex-prefeito Marco Citadini, que administrou a cidade no pico da Pandemia do Coronavírus e as crises geradas pelos decretos estaduais sobre o fechamento do comércio, o auxílio emergencial contribuiu para mantermos o consumo aquecido e preservar os empregos no varejo. “Todo recurso é importante para dinamizar a economia e o auxílio emergencial foi fundamental para as famílias continuaram consumindo alimentos, remédios, produtos essenciais, no período mais duro da pandemia”, falou.

Citadini também destaca o setor agropecuário de Capão Bonito, que segundo ele, movimenta uma grande de rede produtiva na cidade. “o Agronegócio também foi peça essencial na economia do país e em Capão Bonito o setor é um dos nossos alicerces, pois garante milhares de empregos e movimento um grande setor produtivo e de serviços na cidade”, destacou.

Para analistas ouvidos pelo Expresso, a economia permaneceu aquecida em 2020 graças ao auxílio emergencial, que teve o reforço das medidas de preservação do emprego e criação de linhas de crédito adicionais. Porém, o fim desses programas em 2020 é um risco para a atividade econômica em 2021, que terá de seguir adiante esses incentivos.

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