Se não ajuda, pelo menos não atrapalhe

Quando todos estão preocupados com a produção de vacinas contra Covid-19 e nas formas de vacinação contra a doença que assola o mundo, a classe política brasileira continua dando péssimo exemplo de como deveria se comportar no enfrentamento da pandemia.
Justiça seja feita, apesar de estar politizando demais o tema, o governador de São Paulo, João Dória, tem pouca culpa neste momento.
Dória nunca negou a existência da doença, ou mesmo fez declarações contra outros países que dificultassem as nossas relações e com isso podendo criar dificuldades para a produção e aquisição do tão esperado imunizante.
Já o presidente Bolsonaro e seus filhos deram declarações das mais infelizes, contribuindo para politizar sobre um tema de saúde pública e que mexe com a vida das pessoas.
Nosso presidente e seus filhos, todos com mandato público, e até alguns auxiliares a todo momento pegaram no pé da China, fazendo descaso da sua capacidade de produção e duvidando da qualidade de suas vacinas, além de fazerem críticas ao regime político chinês.
Declarações estas no mínimo sem conhecimento do potencial da China, que sem dúvida é um dos países que mais crescem no mundo, que tem tecnologia avançada em vários setores, como nas áreas militar, espacial e automobilística.
Fazer declarações que irritem um país que produz os insumos para vacinas de todo o mundo ou é ingenuidade ou falta de preparo.
As vacinas que estão vindo para enfrentar o Coronavírus não têm ideologia, não importa se são inglesas, russas, americanas, alemãs ou chinesas, o que é fundamental é que ocorra uma união entre todos os países para que possam ser produzidas o mais rapidamente possível as tão sonhadas vacinas para que consigamos uma imunização em massa em todo o mundo, inclusive nos países mais pobres.
Vejamos a situação atual do nosso Brasil, graças as declarações infundadas e agressivas do presidente, de seus filhos e assessores o país corre o risco de não receber num prazo rápido insumos necessários para fabricação das vacinas de Oxford pela Fiocruz e da CoronaVac pelo Instituto Butantan, isto porque embora uma das vacinas em questão seja de origem inglesa os seus insumos são produzidos na China.
Espera-se que o presidente e seus auxiliares se retratem e refaçam o caminho das boas relações com China, Índia, EUA e tantos outros países.
A primeira coisa que um governante de um país democrático tem que ter é respeito por outros países e as suas lideranças, esse é o primeiro passo para que o nosso Brasil seja respeitado e não como está ocorrendo hoje em que estamos na iminência de ficarmos isolados.
O presidente Bolsonaro que gosta de ditados populares poderia respeitar um que diz o seguinte: “mais ajuda quem não atrapalha”. Em se tratando de combate a pandemia e de boas relações com outras nações poderia ser muito útil neste momento.

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