Dias depois de um novo decreto publicado pelo prefeito Julio Fernando fechando os bares da cidade, Capão Bonito regride à Fase Vermelha do Plano SP e com isso, lanchonetes, restaurantes, salões de beleza e outros comércios não essenciais, estão proibidos de abrirem as portas aos finais de semana. A medida mais restritiva não será implementada todos os dias e sim nos sábados, domingos e feriados, e nos dias de semana, o funcionamento será das 6h00 às 20h00. Nesses períodos, os serviços não essenciais deixam de funcionar.
Fora desses horários, Capão Bonito e região funcionarão nos moldes da fase laranja. Ou seja, com capacidade limitada a 40%, clientes obrigatoriamente sentados no caso dos restaurantes e funcionamento de até oito horas consecutivas. Nessa etapa, os bares não poderão funcionar com atendimento presencial e continuarão fechados.
A regressão passa a valer à partir de segunda-feira, dia 25, e vigora até o dia 7 de fevereiro, data da próxima reclassificação do plano. Além de Capão Bonito, outras 47 cidades da Diretoria Regional de Saúde de Sorocaba voltarão à Fase Vermelha.
Em Sorocaba, o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) afirmou ser contra a mudança e disse que vai negociar pessoalmente com o governador João Doria a situação. Ele reafirmou que pedirá a implementação do Plano Sorocaba, onde, segundo ele, são levados em conta os dados de contaminação na cidade, os leitos disponíveis e as caractetísticas sociais e econômicas do Município.
Já em Capão Bonito, a Prefeitura ainda não se pronunciou sobre a nova restrição e os comerciantes esperam que a atual gestão se ampare em decisões pautadas, também, nas peculiariedades de Capão Bonito, porém, até o momento o Governo Municipal não se manifestou a favor de qualquer adaptação que amenize os prejuízos aos comerciantes locais, preferindo, simplesmente, abandonar o caso ao entendimento genérico do Governo do Estado.
Infelizmente, o setor que contempla bares, lanchonetes e restaurantes, está sendo castigado injustamente pelas medidas de restrição e sofrendo prejuízos financeiros que podem levar muitos estabelecimentos ao fechamento definitivo. É público e notório de que há muita aglomeração em ruas, supermercados, bancos, lotéricas e festas clandestinas, mas, no final, quem está pagando a fatura são os comerciantes desse respectivo setor.
Segundo alguns comerciantes consultados pela reportagem d’O Expresso, a média de pessoas que estão tendo acesso aos estabelecimentos não chega a 10 a 20 clientes. O acesso também é permitido somente com o uso de máscara, aferição de temperatura, disponibilidade de álcool gel, mesas distanciadas, advertências nas paredes, 40% de ocupação de assentos e encerramento das atividades no horário. “Vamos continuar perdendo dinheiro, dispensando funcionários e as contas não param de chegar”, desabafou um proprietário de Restaurante.









