Escolas privadas pretendiam voltar no dia 1º. Já as escolas estaduais a previsão era para o dia 8.
Com o agravamento da pandemia em todo país, a Justiça Paulista decidiu nesta quinta-feira, dia 28, suspender o retorno das aulas presenciais em todo o Estado de São Paulo. A medida vale tanto para as escolas públicas como particulares.
A Secretaria de Estado de Educação, que programava o retorno das aulas presenciais para o próximo dia 8 de fevereiro, ainda não foi notificada, e conforme o gestor da pasta, Rossieli Soares, o plano para a volta às aulas segue normalmente.
Na região da Diretoria de Ensino de Itapeva, que está na Fase Vermelha do Plano SP, o retorno seria com 35% da capacidade presencial das salas de aula. A regional de Itapeva atende seis municípios: Nova Campina, Itapeva, Buri, Taquarivaí, Capão Bonito e Ribeirão Grande, totalizando 21 unidades escolares estaduais.
Professores ainda temem a contaminação e sugerem a volta presencial somente após a vacina. “Para os alunos pode até ser seguro, seguindo os protocolos, mas a preocupação é com professores e funcionários que estão no grupo de risco”, falou uma docente estadual que preferiu não expor seu nome com medo de possível retaliação.
A ação civil pública aue levou à Justiça a tomar a decisão de suspender o retorno das aulas no Estado de São Paulo foi movida pela Apeoesp, sindicato dos professores da rede paulista de ensino, e pela Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp). A juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública da Capital, argumenta que os profissionais da Educação “não serão expostos somente em sala de aula, mas também nos deslocamentos feitos em transporte público, espaço que, notoriamente, proporciona grande concentração de pessoas”.
Ainda segundo ela, “há o risco de exposição ao vírus tanto no percurso de casa até as unidades de ensino, pela interação com os estudantes, e também no transporte público, na interação forçada com outros adultos, por ambos serem pontos de aglomeração de seres humanos”, continuou Simone.
Para a presidente da Apeoesp, Bebel Noronha, “não é questão de não querer voltar” às escolas. “É porque não tem condições, sobretudo no que diz respeito ao controle da doença no Estado de São Paulo e no Brasil”, diz Bebel, deputada estadual pelo PT. Professores estavam convocados para atividades de planejamento, na escola, a partir desta sexta-feira. Segundo ela, se houver um retorno forçado, haverá greve da categoria









