O preço que pagamos

A forma como o nosso país está tratando a compra e produção de vacinas contra a Covid-19 para combater a pandemia em nosso país tem sido literalmente uma vergonha.
Depois de várias declarações infelizes do presidente Jair Bolsonaro, que nitidamente irritaram o governo chinês, país este que fornece insumos para a grande maioria das vacinas produzidas no mundo, agora foi a vez da Anvisa que é responsável pela liberação das vacinas no território nacional criar problema com a Russia ao dificultar a aprovação da vacina desenvolvida por esse país que é reconhecidamente uma potência mundial.
Tivemos que ouvir o presidente do fundo soberano russo, que é o responsável pela produção e comercialização da vacina dizer claramente que se o Brasil não quer o imunizante de seu país que não crie problemas, pois outras nações o querem.
Está mais do que claro para todo mundo que a melhor solução para o enfrentamento da doença é a vacinação em massa e apostar nesta forma de combate a doença também pode ser a de menor ônus para a economia do país.
Quanto mais rápido a população for toda imunizada, mais rápido voltaremos a vida normal e menor será a necessidade de programas que custam bilhões aos cofres do governo como o auxílio emergencial a milhões de brasileiros e subsídios as empresas que foram necessário até aqui.
Se nossos governantes tivessem realmente compromisso com o erário público deveriam parar de colocar obstáculos para as vacinas produzidas em outros países do mundo, já que nós ainda não temos a tecnologia de produzir a vacina aqui em solo nacional.
Parece que o Brasil está na contramão do mundo, quando todos os países lutam pela vacina aqui continuamos com uma prática que em nada tem facilitado a vacinação
O resultado de nosso descaso é o percentual pífio da população brasileira que está vacinada se comparado com outras nações.
Se realmente queremos fazer um enfrentamento sério da doença que afeta a todos seria muito mais útil uma ação única entre todas as esferas governamentais para que tivéssemos a vacina.
Se o país tivesse focado nisso certamente estaríamos muito mais a frente no combate à pandemia, enquanto isso vemos nossos vizinhos da América do Sul, que tem muito menos recursos, a nossa frente no combate a doença e na vacinação.
Mas tudo isso é reflexo do governo que temos e que elegemos, por isso na hora da escolha de nossos governantes é preciso que vejamos quais são os candidatos mais preparados e mais equilibrados para enfrentar qualquer tipo de problema, principalmente problemas como uma pandemia.
O preço que pagamos é pela escolha que fizemos, é pelo governo que elegemos.

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