O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, deixa o DEM e assina sua ficha de filiação ao PSDB amanhã, sexta-feira, dia 14, para concorrer ao governo paulista em 2022. A transação partidária foi conduzida pelo governador João Doria e desarticula a intenção do ex-governador Geraldo Alckmin de retornar ao Palácio dos Bandeirante disputando a corrida eleitoral pela agremiação tucana.
As chances de Alckmin de concorrer pelo PSDB praticamente se anulam com o ingresso de Rodrigo Garcia no nicho tucano, pois a legenda hoje é presidida pelo secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, do Governo João Doria, e com isso, o ex-governador já estuda a possibilidade de trocar de partido.
Garcia se reuniu ontem, dia 12, com os dirigentes do PSDB da capital paulista e participa nesse momento de um encontro com o comando do diretório estadual para oficializar sua entrada no partido. O ato oficial de filiação do vice-governador será num hotel da capital paulista, com a participação de cerca de 70 pessoas, entre eles João Doria e o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo.
Espera-se ainda com a mudança partidária de Garcia, a migração de prefeito e liderança do DEM paulista para o PSDB. Em 2020, o Democratas elegeu 68 prefeitos, perdendo apenas para o PSDB no Estado de São Paulo.
Comenta-se nos corredores do Palácio dos Bandeirantes, que Doria deixará o governo paulista no início do 2022 para o vice-governador, e intensificar sua pré-candidatura à Presidência da República.
A filiação de Garcia não agradou muitos prefeitos e vereadores ligados ao ex-governador Geraldo Alckmin, que agora, caso tenha a intenção de se manter no PSDB, terá que negociar com José Serra uma possível candidatura ao Senado.
A mudança no tabuleiro tucano abre espaço para os partidos como PSB, PSL e PV retomem a articulação para viabilizar a filiação do ex-governador Geraldo Alckmin na corrida eleitoral ao Palácio dos Bandeirantes em 2022. O jogo está apenas começando.









