Corretores de Imóveis de Capão Bonito associados ao CRECI (Conselho Regional de Corretos de Imóveis) procuraram a reportagem d’O Expresso para criticar o que consideram ser favorecimento e concorrência desleal por parte de alguns corretores de imóveis e um pseudo-corretor que trabalham na prefeitura, alguns inclusive em cargos de confiança do prefeito Júlio Fernando.
Segundo estes corretores, que pediram para não se identificar, já ocorreram várias ações desses servidores públicos, que atuam como corretores, em horário de expediente da prefeitura e usando a estrutura da municipalidade.
“Achamos injusto e que é uma concorrência desleal, pois deveriam estar se dedicando nas atividades públicas, mas estão usando a estrutura para atuar como corretores. Chegam até a ligar para nós pedindo informações”, disseram os reclamantes.
Outra questão levantada são os privilégios que os corretores da prefeitura têm ao saberem de informações antes dos demais por estarem atuando num órgão público onde as pessoas e, principalmente, empresas procuram para abrir seus negócios na cidade.
“Muitas vezes empresas que vêm se instalar na cidade procuram a prefeitura primeiro, antes mesmo de buscar um imóvel para alugar. Sem falar que quase tudo passa pelo paço municipal e isso acaba sendo uma concorrência desleal”, desabafaram os corretores.
Em levantamento feito no cadastro do Creci, a reportagem d’O Expresso conseguiu identificar quatro inscrições ativas sendo três servidores da prefeitura e um conselheiro tutelar. Dos três servidores, um é cargo comissionado, e dois de carreira e pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis nada impede que eles tenham cadastro.
A reportagem d’O Expresso questionou a Assessoria de Imprensa do município sobre a atuação dos servidores e principalmente dos ocupantes de cargos de confiança, mas até o fechamento desta edição não havia sido enviada resposta.
Um dos questionamentos levantados pelos denunciantes diz respeito ao fato da Confiança Negócios Imobiliários funcionar em prédio anexo ao escritório de advocacia do atual prefeito e do secretário de Governo José Toshio Saito ser intitulado como sendo um pseudo corretor.
Para os denunciantes esta ligação coloca ainda mais dúvida no caso.









