Confesso que uma das coisas que mais sinto falta nesse período de isolamento, home office e pandemia, é a roda de papo no senadinho da praça da Matriz.
Ali, nos reuníamos sempre no fim da tarde para uma rodada de filosofia popular, mas sempre prevalecendo os temas políticas e culturais. A característica principal desse colegiado é a experiência de seus integrantes, com exceção desse articulista que ainda beira os 40.
A cada conversa, uma aula. Mas, infelizmente, antes da pandemia, o senadinho perdeu alguns de seus integrantes: Zé Sales, Maurinho Leria, Itamar Bernardes, Laurinho Bonilha…
Mesmo diante das tristes perdas, tivemos resistência e mantivemos a tradição, mas veio o Coronavírus e espantou todo mundo.
Busquei alternativas para suprir essa necessidade cultural e encontrei na corrida de rua, uma subsistência provisória. Na seleção de podcast’s, encontrei no WCast – podcast do Washington Olivetto -, o ombro amigo.
Meu trajeto é de 7,5 km, subindo a Expedicionários, passando pela Dona Nenê e caindo na Fatec. No retorno, inclui a passagem pela pracinha do Tropeiro, avenida Capitão Calixto, Lucas Nogueira, Floriano Peixoto e praça Rui Barbosa.
Quando chego na praça, uma grata surpresa: o resistente integrante do senadinho, Divanir Queiroz, que já passou dos 80, sentado de costas para a Catedral, ouvindo numa caixinha de som portátil, integrada a um pen-drive, a linda canção de Frank Sinatra: My way. A arte não deixa ninguém sozinho!
“And more, much more. I did it, I did it my way”
Francisco Lino é jornalista









