Novamente a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de São Paulo manifestou preocupação com os rumos que estão sendo tomados pela Santa Casa de Capão Bonito, que é o único hospital do município.
Segundo informações do Sindicato, vários direitos dos trabalhadores não estão sendo pagos pela administração do hospital, o que pode redundar em ações que seriam movidas pelo Sindicato em defesa dos trabalhadores.
Apesar da direção da Santa Casa dizer que somente parte dos questionamentos são verdadeiros, fica claro que o hospital não está conseguindo honrar com compromissos assumidos por força de lei e das convenções coletivas da categoria dos profissionais da saúde.
Essa dificuldade felizmente não ocorre por má administração por parte dos gestores do hospital, que tem mais de 80 anos de funcionamento e é reconhecidamente gerido por pessoas sérias, mas sim devido ao déficit mensal que a entidade tem que é motivado por um repasse de recursos inferior ao que é necessário para prestação de serviços pelo poder público municipal.
Apesar do chefe do Executivo capão-bonitense insistir em dizer que a administração do hospital não é da prefeitura, mas sim da diretoria que administra a Santa Casa, ele em momento algum admite ao cidadão que a obrigação de oferecer o serviço do Pronto Socorro é do município, portanto, o chefe do Executivo omite as informações importantes ao cidadão, como se o único hospital que atende a população não fosse de responsabilidade das autoridades municipais.
É claro para alguém que faz uma análise honesta, que o déficit mensal no nosso hospital, que chega perto de meio milhão de reais, é fruto de repasse insuficiente para a Santa Casa do poder público municipal.
Não adianta ficar se esquivando, basta uma pergunta simples. De onde é a população que é atendida maciçamente pelo hospital? E a resposta é simples, mais de 90% das pessoas atendidas são de Capão Bonito e quase todos são atendidos pelo SUS, que não cobre o valor gasto com seus atendimentos.
Portanto, está na hora dos governantes municipais assumirem sua responsabilidade e ajudarem a manter o hospital que tem décadas de vida e que passa por dificuldades sérias.
Se tem dinheiro para fazer festas, shows e outras coisas mais, deve ter dinheiro para investir num setor essencial, que é proporcionar um atendimento de saúde digno para a população.
Menos shows e mais saúde!









