Na semana passada este jornal fez uma matéria ampla onde mostrou o crescimento da frota de veículos nos municípios da região de Capão Bonito.
Pelos dados que são levantados e disponibilizados pelo IBGE desde o ano de 2008, houve um crescimento exponencial do número de veículos em todo o país e este crescimento também ocorreu nas cidades do Sudoeste paulista.
Municípios como Capão Bonito, Buri, Guapiara e Ribeirão Grande quase que triplicaram suas frotas veiculares em menos de duas décadas. Esse crescimento vertiginoso da frota mostra que o Brasil não se preparou para acompanhar este aumento no número dos veículos. Uma amostra clara disso são os inúmeros congestionamentos que acontecem diariamente em centenas de cidades por este país afora.
Até mesmo cidades como Capão Bonito enfrentam excesso de trânsito em algumas horas do dia e estão perto de ter um número de veículos muito próximo do número de habitantes que residem na cidade.
Esse número grande de veículos, que no caso de Capão Bonito chega a casa de 30 mil para uma população de 46 mil habitantes, é um sinal claro de que as nossas cidades precisam se preparar para enfrentar os muitos problemas que estão surgindo no dia a dia do trânsito de veículos automotores. Mas para se preparar seria importante que os gestores municipais tivessem pelo menos o trabalho de pesquisarem os bons levantamentos que são feitos pelo IBGE, que com eficiência à sua tradicional competência disponibiliza informações utilíssimas para gestores que realmente estão preocupados com as suas cidades.
Lamentavelmente muitos gestores, além de não se interessarem por questões técnicas, não têm aptidão ou mesmo qualificação para compreender o que os levantamentos e estatísticas do IBGE disponibilizam.
Ao não usarem as informações do IBGE como parâmetro para planejar as obras e ações em seus municípios, os gestores além de se mostrarem ineficientes na sua grande maioria, torram dinheiro público com obras que não darão o efeito desejado pela população de suas cidades.
Cabe a opinião pública e a veículos de comunicação como O Expresso, que chamem a atenção dos gestores com a divulgação de matérias com dados precisos como tem sido feito constantemente por este semanário.
Portanto, a nossa parte está sendo feita, que é divulgar os bons levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cabe agora aos gestores, se não querem ler O Expresso, que se habituem e aprendam a analisar as informações que são disponibilizadas para todos os brasileiros, mas principalmente para os gestores públicos.









