Por Luísa Tamura Ferrazzi
No último domingo, a Igreja celebrou o Pentecostes — uma das festas mais importantes do calendário cristão, considerada o “nascimento” da Igreja. A palavra “Pentecostes” vem do grego pentēkostē, que significa “quinquagésimo”, pois acontece cinquenta dias após a Páscoa. Mais do que uma data simbólica, é um momento profundo de fé, renovação e missão.
Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos (At 2,1-13), foi nesse dia que o Espírito Santo desceu sobre os discípulos reunidos em Jerusalém, sob a forma de línguas de fogo. A partir desse momento, aqueles homens, antes temerosos, saíram com coragem para anunciar a Boa Nova. É o Espírito Santo que transforma, impulsiona e dá vida à missão cristã.
Esse dia também marca o início da evangelização universal: cada pessoa presente na cidade ouvia os apóstolos falar em sua própria língua. Hoje, essa diversidade continua sendo um chamado à unidade na pluralidade — uma Igreja viva, guiada pelo mesmo Espírito, que sopra onde quer e renova todas as coisas.
Para os cristãos, celebrar o Pentecostes é abrir o coração à ação do Espírito: o defensor, o consolador, o que conduz à verdade. É permitir-se ser renovado em fé, esperança e caridade. É lembrar que a missão da Igreja não é estática, mas movida pelo sopro divino.
Que neste momento, cada fiel reative os dons do Espírito em sua vida: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. E que, como os primeiros discípulos, todos possam ser testemunhas vivas do Evangelho no mundo de hoje.









