Esta semana a grande imprensa noticiou a morte de várias pessoas no Estado de São Paulo que foram contaminadas após consumirem bebidas adulteradas com metanol.
Além das vítimas fatais, outras pessoas ainda estão internadas tentando se recuperar das graves consequências que tiveram no organismo e em alguns casos até levando à cegueira.
Há indícios de que por trás destas graves falsificações existe o risco de que estejam tentáculos do crime organizado, mais precisamente uma facção criminosa que controla inclusive presídios paulistas.
Semanas antes da divulgação desses casos de intoxicação pelo metanol, uma grande operação das polícias estadual e federal, do Ministério Público de São Paulo e da Receita Federal do Brasil desmantelou um esquema onde o crime organizado estava infiltrado na distribuição de combustíveis por todo o país, inclusive esquentando o dinheiro em empresas que atuam no mercado financeiro.
Essa operação mostrou o quanto a facção criminosa está organizada, mas há uma diferença muito importante entre falsificação de combustíveis e de bebidas, pois além do prejuízo financeiro ocasionará danos materiais em motores de veículos, já o outro pode tirar a vida de pessoas inocentes, como ocorreu nos últimos dias.
Por isso é necessário que as autoridades deem uma resposta rápida e firme para que sejam identificados os autores desses crimes não só contra a economia popular, mas pelo assassinato de pessoas que estavam tentando ter o seu lazer.
Lamentavelmente, somente após as mortes de brasileiros que o Congresso Nacional decidiu pautar um projeto que está parado na Casa Legislativa nacional há 6 anos, espera-se que essas e outras ações sejam tomadas, infelizmente, elas não trarão de volta as vítimas, mas nos consola o fato de que esses inocentes não morreram em vão, suas tragédias servirão para que o país se organize e tenha tolerância zero com este tipo de falsificação que pode levar a morte de inocentes.
O que todos esperam é que o crime organizado seja combatido e asfixiado de forma dura e com rigor que merece e que as pessoas tenham no mínimo o direito de ter suas horas de lazer e suas festas de comemoração com segurança e que o estado não falhe mais em coisas que deveriam ser o mínimo a ser feito. E, acima de tudo, que a punição a estes falsificadores assassinos seja exemplar.









