Como São Tomé

Há alguns dias gestores municipais da região acompanhados do deputado federal e presidente estadual do PP, Maurício Neves, tiveram uma importante reunião com a Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) e com a Secretaria Estadual dos Transportes, para cobrar uma data clara para o início das obras de duplicação da SP 258, a rodovia Francisco Alves Negrão, que liga Capão Bonito até a cidade de Itararé.

No encontro, os políticos além de pedirem o início da obra de forma mais célere possível, fizeram um apelo claro para que a duplicação tenha início pelo trevo que dá acesso para a cidade de Buri, situado nas proximidades da cooperativa Capal.

Esse trevo é certamente o ponto considerado o mais perigoso dos cerca de 120 quilômetros desta rodovia, na sua proximidade frequentemente acontecem acidentes e em muitas das ocorrências contendo vítimas fatais.

Agiram bem os representantes das cidades da região, pois uma das missões primordiais de um agente político é levar ao Governo do Estado a realidade da situação de sua cidade ou região. Ao cobrarem um cronograma para o início das obras e também ao apontarem por onde elas devem começar, os políticos mostraram uma situação real, que não pode ser negligenciada pelo Estado.

A duplicação da SP 258 é uma demanda regional das mais antigas e há pelo menos três décadas políticos locais têm cobrado do Governo do Estado a sua duplicação, mostrando que uma das dificuldades da região se desenvolver está ligada, entre outras coisas, a falta de uma rodovia de qualidade que possa fomentar o seu desenvolvimento.

Espera-se que depois de longos anos, a obra de duplicação comece efetivamente, lembremos que na eleição de 2018, o então candidato João Dória, que depois foi eleito, prometeu em Capão Bonito que iria fazer a duplicação, a mesma coisa fez o atual governador Tarcísio de Freitas em 2022, prometendo a obra quando passou pela região, mas até agora nada de começar a obra de duplicação, portanto, os dois últimos governadores do Estado estão em débito com a região.

Que a obra comece logo, pois os moradores da região Sudoeste de São Paulo estão céticos como São Tomé e agora só acreditam na efetiva duplicação quando a obra realmente sair do papel e passar para a prática, pois é isso que todos esperam.

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