Por Luísa Tamura Ferrazzi
Nos últimos anos, o número de golpes financeiros praticados pela internet e por aplicativos tem aumentado de forma alarmante. Com a popularização do Pix e das compras online, criminosos encontraram novas formas de enganar usuários desatentos e lucrar com fraudes que, muitas vezes, ocorrem em poucos segundos.
Os golpes mais comuns envolvem o envio de links falsos por mensagens, e-mails ou redes sociais. Nessas páginas fraudulentas, os criminosos se passam por bancos, lojas conhecidas ou até contatos próximos da vítima, induzindo-a a fornecer dados pessoais e bancários. Outra prática frequente é o uso de aplicativos falsos, que imitam plataformas legítimas para capturar senhas e transferir dinheiro automaticamente.
Segundo dados de órgãos de segurança, as tentativas de fraude via Pix cresceram significativamente desde 2022. Muitos golpistas aproveitam a rapidez do sistema de pagamento instantâneo para realizar transferências antes que a vítima perceba o golpe. Embora o Banco Central tenha implementado medidas de segurança, como o “mecanismo especial de devolução”, o ressarcimento nem sempre é garantido.
A polícia alerta que a prevenção ainda é a melhor forma de proteção. Desconfiar de ofertas muito vantajosas, verificar a autenticidade de sites antes de inserir dados pessoais e nunca compartilhar códigos de verificação são atitudes essenciais. Também é importante ativar a verificação em duas etapas nos aplicativos bancários e evitar clicar em links enviados por desconhecidos.
Os especialistas reforçam que a educação digital é fundamental para reduzir o número de vítimas. Com a rotina cada vez mais conectada, o cuidado com a segurança virtual deve ser constante, afinal, o golpe financeiro não escolhe idade, profissão ou classe social.









