O vereador Neto da Farmácia, do Podemos de Capão Bonito, usou a Tribuna da Casa de Leis local para explicar a recente falta de medicamentos de alto custo e também os que são distribuídos pelo programa Farmácia Popular no município.
Há semanas, moradores da cidade têm reclamado para o jornal O Expresso da interrupção na entrega de medicamentos de alto custo, que são usados por pacientes de doenças crônicas e graves. Essa distribuição funciona há mais de 20 anos e somente em Capão Bonito são cerca de 2 mil pessoas cadastradas para receberem através do Governo do Estado os remédios que, além de alto valor, muitas vezes não são encontrados no comércio, já que os laboratórios que os produzem só comercializam com órgãos governamentais.
Outra reclamação diz respeito as poucas opções de fornecimento de remédios do Programa Farmácia Popular, do governo federal. Muitas pessoas reclamam que desde o final de 2025, somente duas farmácias fazem essa distribuição, número este considerado insuficiente para um município de 47 mil habitantes.
Neto da Farmácia, que também é farmacêutico da rede municipal de saúde, explicou que no caso do atraso na distribuição de medicamentes de alto custo, a responsabilidade é toda da Secretaria Estadual de Saúde, do governo liderado por Tarcísio de Freitas. O político disse ainda que no final de 2025 tinha sido prometido aos municípios da região de Sorocaba a regularização na distribuição dos remédios até o mês de março, caso contrário, seria trocada a empresa terceirizada que faz a distribuição para cidades subordinadas da DRS, que fica na cidade de Sorocaba, mas as falhas persistiam até semana passada.
O vereador chegou a dizer que há alguns dias um caminhão da prefeitura foi até Sorocaba para pegar os medicamentos dos pacientes da cidade, mas o carro voltou vazio, mesmo estando agendada a retirada para o município de Capão Bonito, dias depois o lote foi liberado, mas pacientes ficaram sem o remédio por alguns dias.
“São medicamentos de uso contínuo, para vários pacientes, como transplantados e de saúde mental e que não podem ficar sem suas doses diárias. A Farmácia Municipal precisa receber para poder entregar, na realidade somos meros distribuidores do Estado. Quando há falta, temos que encontrar uma solução para o paciente que não pode ficar sem o remédio”, disse o vereador.
Quanto a distribuição de medicamentos do Programa Farmácia Popular, Neto da Farmácia disse que o problema é culpa do governo federal do presidente Lula, já que na cidade apenas duas farmácias ainda estão credenciadas para fazer a distribuição e elas não conseguem atender a demanda.
“Soubemos que duas farmácias do centro da cidade não estão mais credenciadas e somente as duas unidades que atuam na Vila Bela Vista ainda atendem o programa, mas não conseguem suprir a demanda. Acho que o governo federal não entende a nossa demanda, pois somente numa dessas farmácias, que não pode mais distribuir os medicamentos, a demanda era tão expressiva que eram destinadas 10 cadeiras para espera de atendimento e com funcionários somente para os consumidores do programa Farmácia Popular. Em Capão Bonito, o programa Farmácia Popular atende mais de 5 mil pessoas. Não adianta culpar os políticos locais, a falta de remédio do programa Farmácia Popular em Capão Bonito é um problema do governo Lula. Acho que o município vai ter que voltar a comprar alguns medicamentos que há 20 anos não comprava para consertar a falha do governo Lula”, disse o vereador do Podemos.










