Na semana passada este jornal fez uma matéria jornalística com um detalhado relatório sobre a obra da escola da região central de Capão Bonito, que vem se arrastando há anos, estando no momento paralisada.
A matéria mostrou tudo sobre a obra, começando pelo processo de desapropriação, que demorou pouco mais de 30 dias, desde a avalição até o pagamento aos proprietários do terreno em 2021, por sinal, essa aquisição para construção de uma nova escola na região central, foi muito criticada porque vai em direção contrária as sugestões de vários profissionais da Educação, que afirmam que a demanda por novas vagas ocorre em bairros da periferia e não na região central.
Além disso, a obra que inicialmente seria feita por uma empresa do Amapá, tinha um valor considerado exagerado por parte da opinião pública local e também de alguns políticos independentes, pois a licitação teve um custo superior a 12 milhões de reais, valor este considerado exagerado.
A sequência da obra se mostrou ainda mais complicada, com questionamentos do Tribunal de Contas do Estado e rescisão contratual de forma unilateral por parte da prefeitura, por atraso na execução da obra pela empresa do Amapá.
Para piorar, a obra que foi literalmente abandonada após serviços de terraplenagem e construção de um muro de arrimo, causou danos em casas vizinhas após infiltração de águas pluviais causadas pelo estado de abandono da obra, motivando rachaduras e trincas que levaram a interdição dos imóveis.
Além de danificar residências no entorno, o abandono do local por anos causou também estragos no pavimento das ruas que cercam o terreno destinado para a construção da nova escola.
Esta sequência de ocorrências nesta obra milionária, mostra que, no mínimo, haveria algo que mereceria ser fiscalizado pelos órgãos competentes.
Ao que tudo indica, a construção deste novo equipamento, que desde a desapropriação do terreno há 5 anos, tem tudo para ser um grande equivoco de planejamento e um desperdício de recursos públicos da ordem de milhões, vai continuar sem uma solução razoável.
Lamentavelmente, faltou nessa obra a presença fiscalizadora do Poder Legislativo, que poderia ter impedido os muitos erros que ocorreram nessa malfadada construção de escola na região central.
Cabe agora a opinião pública acompanhar os desdobramentos deste caso, para que a solução mais econômica e responsável seja tomada pelo bem dos cofres municipa









