Nos dias atuais há uma grande motivação para que as pessoas tenham uma vida longa, nos últimos anos levantamentos do IBGE têm mostrado que a população brasileira tem envelhecido, a luta agora em muitas cidades é para que as pessoas envelheçam com qualidade de vida e que tenham uma vida muito mais ativa, mesmo sendo consideradas idosas.
As boas práticas, como alimentação saudável, exercícios físicos, cuidados regulares com a saúde têm se tornado algo rotineiro entre as pessoas com mais idade e isto acaba refletindo no número de pessoas que passam dos 90 anos e até chegam a atingir um centenário nas cidades da região.
A reportagem de O Expresso fez um levantamento no site do IBGE para verificar o número de cidadãos que passam dos 100 anos no município de Capão Bonito e seus vizinhos e uma informação relevante constatada através de verificação dos dados do IBGE é que em grande parte das cidades as mulheres são maioria nas faixas etárias mais velhas, uma das únicas exceções é na cidade de Bom Sucesso de Itararé, que estranhamente na faixa etária dos 85 a 89 anos só tem homens como moradores, portanto, nos próximos anos a tendência é que nesta cidade somente homens chegarão a ter mais de 90 anos.
Em Capão Bonito, por exemplo, o domínio das mulheres é marcante. Na faixa etária de 90 a 94 anos em solo capão-bonitense moram 74 mulheres e 42 homens, já na faixa etária de 95 a 99 anos são 18 mulheres e 5 homens e acima de 100 anos são 3 mulheres e 2 homens morando em Capão Bonito. Essa população centenária capão-bonitense é significativa, já que na vizinha Itapeva, que é uma cidade que tem o dobro da população de Capão Bonito, são 6 pessoas acima de 100 anos, sendo 5 mulheres e apenas 1 homem.
Em Ribeirão Grande, o cenário é muito parecido com o de Capão Bonito, com uma população na faixa etária de 90 a 94 anos com 14 mulheres e 7 homens, já na faixa etária de 95 a 99 anos há igualdade com 3 homens e 3 mulheres residindo em território ribeirão-grandense e na faixa etária de mais de 100 anos o IBGE computa 1 habitante do sexo masculino em Ribeirão Grande
Em Buri, os dados do IBGE revelam que não há nenhum cidadão com 100 anos ou mais, já na faixa etária de 90 a 94 anos são 25 mulheres e 20 homens residentes, na faixa etária de 95 a 99 anos a superioridade das pessoas do sexo feminino é ainda maior em solo buriense, com 8 mulheres e 2 homens.
Já no município de Guapiara há um cenário diferente do que é encontrado em outras cidades da região, pois existe uma superioridade masculina entre os moradores com mais de 90 anos. Em território guapiarense não é registrado nenhum morador com mais de 100 anos, já na faixa etária de 90 a 94 anos são 23 homens e 22 mulheres residentes, com idade entre 95 a 99 anos continua a superioridade masculina em solo guapiarense, com os dados do IBGE marcando 10 homens e 9 mulheres.
Em outras cidades da região, como Apiaí, o número de mulheres também é maior do que o de homens quando a idade passa dos 90 anos. No território apiaiense, por exemplo, existem apenas duas pessoas com mais de 100 anos, ambas são mulheres, entre 90 a 94 anos são 30 mulheres e 23 homens e de 95 a 99 anos a única superioridade masculina com a presença de 7 homens contra 6 mulheres.
Espera-se que no próximo Censo as cidades da região Sudoeste continuem com o mesmo ritmo do Brasil, aumentando a longevidade de seus habitantes e assim espera-se que as cidades tenham mais moradores centenários, para que as boas experiências de vida dessas pessoas sábias sejam repassadas.









