O dever e o direito de votar para construir o Brasil que merecemos

Artur Marques é o presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP)

Nas eleições deste domingo, 4 de outubro, independentemente da possibilidade de justificar a ausência e de anular ou votar em branco, é fundamental que os cerca de 156 milhões de eleitores brasileiros compareçam às urnas e exercitem com absoluta consciência o direito e o dever cívico de escolher seus representantes no Executivo e no Legislativo da União e dos Estados. Quanto maiores forem os números de votos válidos e a presença nas seções eleitorais, mais forte e expressiva será a influência da população nos destinos do País.

A democracia se fortalece quando as pessoas participam, escolhem e fazem valer sua voz. Por isso, considero fundamental que cada eleitor reflita antes de apertar a tecla “confirma”. Não se trata de defender qualquer partido ou manifestar preferências ideológicas, mas sim de compreender que toda escolha tem consequências concretas. O resultado das urnas não fica restrito aos discursos de campanha, aos debates políticos ou aos gabinetes dos eleitos. Ele chega à nossa porta, à escola dos nossos filhos, ao hospital que nos atende, à Previdência que nos ampara, aos serviços de segurança e às políticas de promoção social.

É nesse ponto que a eleição precisa ser compreendida também sob a perspectiva da qualidade dos serviços públicos. As decisões tomadas pelos governantes estabelecem prioridades, definem investimentos, estruturam programas e influenciam diretamente a capacidade do Estado de atender às necessidades da população. Escolher bem, portanto, é também pensar no tipo de atendimento que queremos receber e proporcionar à sociedade. É justamente por isso que não podemos olhar para as eleições como algo distante de nossa vida cotidiana. Cada voto contribui para definir quem administrará recursos públicos, estabelecerá prioridades, formulará políticas e escolherá os caminhos que poderão melhorar ou piorar a qualidade da vida dos brasileiros. Votar conscientemente exige informação, reflexão e responsabilidade. Significa conhecer propostas, avaliar trajetórias, comparar compromissos e, sobretudo, compreender que democracia não termina no momento em que depositamos nosso voto na urna, pois não é apenas representativa, mas também participativa.

Neste domingo, 4 de outubro, cada brasileiro terá novamente a oportunidade de exercer esse direito. Que ninguém abra mão dele por comodidade, descrença ou convicção de que sua participação individual pouco representa. Em uma democracia, todo voto vale muito. Votar, mais do que escolher candidatos, é definir prioridades, valores e o Brasil que queremos e podemos ter.

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