Um homem de 49 anos morreu após ser baleado durante uma abordagem da Polícia Militar na Avenida 5 de Novembro, em Itapetininga, no sábado, dia 03. A vítima, Leandro Augusto da Silva Costa, chegou a ser encaminhada ao pronto-socorro, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista, no domingo, dia 04.
Conforme informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a ocorrência teve início após o motorista realizar manobras consideradas perigosas e bater o veículo contra uma viatura da PM.
Ainda segundo a Secretaria, os policiais tentaram conter o homem utilizando um dispositivo de incapacitação elétrica. A versão apresentada pela equipe é de que Leandro saiu do carro segurando uma garrafa e teria avançado em direção aos agentes. Na sequência, um dos policiais efetuou dois disparos contra ele.
A arma utilizada pelo policial foi apreendida e deverá passar por perícia no Instituto de Criminalística (IC). O local da abordagem e os veículos envolvidos também foram periciados pela Polícia Científica.
Para auxiliar na investigação, foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e residuográfico no corpo da vítima. Os procedimentos devem ajudar a verificar, entre outros pontos, eventual presença de álcool e resíduos de disparo de arma de fogo nas mãos de Leandro.
O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Itapetininga como morte decorrente de intervenção policial, embriaguez ao volante, resistência, lesão corporal e localização e apreensão de veículo. A Polícia Civil apura as circunstâncias da ocorrência e a conduta dos policiais envolvidos.
Família contesta
versão da polícia
Familiares de Leandro questionam a versão apresentada pelos policiais e afirmam que pretendem buscar esclarecimentos na Justiça. Em entrevista à TV TEM, realizada na segunda-feira, dia 05, Felipe Ginez, irmão da vítima, disse que pretende responsabilizar os envolvidos caso sejam identificadas irregularidades.
“Vou buscar pela justiça, sim. Eu vou honrar a vida do meu irmão”, declarou.
O familiar também contestou a alegação de que Leandro teria avançado contra os policiais. Segundo ele, imagens da ocorrência não mostrariam uma atitude de violência por parte da vítima.
“Pelas imagens, acho que ele não demonstrou violência nenhuma perante os policiais. Até porque a desvantagem dele era tremenda. Se ele tivesse com uma garrafa, mesmo assim, não é motivo de ele chegar atirando no meu irmão”, afirmou.
Vídeos com imagens da perseguição do carro de Leandro pela Polícia e do momento que ele saia do veículo e recebeu os disparos foram publicados em vários grupos, nas redes sociais da cidade e em veículos de imprensa da região. Esses vídeos devem ser anexados ao processo de investigação.









