Vítima de acidente com micro-ônibus denuncia falta de assistência e cobra apoio da Prefeitura de Capão Bonito

Uma das vítimas do grave acidente envolvendo um micro-ônibus que transportava pacientes oncológicos de Capão Bonito com destino a Jaú, que ocorreu na madrugada de 13 de outubro, procurou o Jornal O Expresso para manifestar sua indignação pelo tratamento que vem recebendo da administração municipal da cidade.

Segundo Karine, que passou por uma cirurgia e perdeu os movimentos das pernas, a família tem vindo de carona para o hospital em que ela foi transferida, na cidade de Sorocaba. Com os gatos na locomoção, ela fez uma “vaquinha” online para conseguir uma ajuda com os custos, já que seu marido estava perdendo dias de trabalho, para ficar com ela, mas a situação continua difícil. A vítima afirma que foi prometido um veículo para transportar os familiares e os demais envolvidos no acidente, a fim de facilitar o deslocamento até o hospital. Contudo, a promessa não foi cumprida.

A paciente ainda relata que pegou uma infecção no hospital e que o tratamento que tem recebido da gestão municipal de Capão Bonito é de descaso.

Em contato com o prefeito de Capão Bonito, Júlio Fernando, Karine explicou a sua situação para o gestor e pediu para que fosse tomada alguma iniciativa, pois ela se sentia abandonada e sem auxílio nenhum. “Pedi para que eu fosse transferida para Capão Bonito”.

Em resposta, o prefeito disse que iria encaminhar as mensagens de Karine para a secretária de Saúde e pediria para que ela entrasse em contato com o hospital.

Em contato com a vítima, a secretária Andrea Milani disse que conversou com a enfermaria de Sorocaba e eles informaram que estariam dando todo tipo de assistência para ela. A secretária também afirmou que a assistente social estaria disponível para auxiliá-la e que ela não havia recebido nenhum tipo de reclamação. Em relação a ajuda de uma condução para os familiares irem até o hospital, Andrea afirmou que em final de semana ficam disponíveis motoristas plantonistas, mas eles dependem da Santa Casa, caso haja alguma urgência, o que dificultaria os horários para o transporte.

No entanto, Karine afirma que não está tendo a assistência necessária vindo da prefeitura, que inclusive seu marido já havia feito uma denúncia na ouvidoria, mas nada foi resolvido.

Diante da situação, Karine espera que a administração municipal reveja sua postura e tome providências para garantir o suporte necessário a ela e aos familiares, que enfrentam dificuldades em meio a um momento já tão delicado. A vítima reforça que não busca privilégios, mas o cumprimento do apoio que, segundo ela, foi prometido após o acidente.

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