Uma monitora escolar foi afastada pela Prefeitura de Capão Bonito após ser suspeita de amarrar um aluno autista, de quatro anos, com fita adesiva durante uma aula na Escola Municipal Recanto Maria Lírio Tallarico. O episódio teria ocorrido em 26 de outubro e a decisão pelo afastamento foi tomada na terça-feira, dia 3, após a abertura de uma sindicância para investigar o caso. A criança é não verbal, ou seja, não utiliza a fala para se comunicar.
Conforme o boletim de ocorrência registrado pela família, o menino teria sido preso a uma cadeira com fita adesiva e deixado no fundo da sala. Ainda segundo o relato, ele apenas caminhava de um lado para o outro e não apresentava sinais de agressividade ou de estar passando por uma crise. Ao ser questionada por outras mães de alunos, a monitora teria afirmado que amarrou a criança por alguns minutos para “ter sossego”.
O registro policial também aponta que a diretora da unidade, depois de ser informada sobre o episódio, teria apenas mudado a profissional de sala, sem comunicar a situação aos responsáveis pelo aluno. A mãe tomou conhecimento do ocorrido após outras mães da escola entrarem em contato com ela e relatarem o que havia acontecido.
À polícia, a mãe informou ainda que, nas semanas anteriores ao episódio, o menino vinha demonstrando resistência para entrar na van escolar.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Capão Bonito como submissão de criança ou adolescente a vexame. A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer as circunstâncias em que a situação aconteceu.
Em nota, a prefeitura afirmou que só foi informada sobre o episódio na terça-feira, dia 3, após tomar conhecimento do boletim de ocorrência.
De acordo com a administração municipal, o caso estava sendo conduzido internamente e, assim que a gestão recebeu a informação, uma equipe da Secretaria de Educação foi encaminhada à escola para tomar as providências necessárias.
A prefeitura também confirmou a abertura de uma sindicância para investigar os fatos e apurar possíveis responsabilidades. A monitora, que foi contratada em fevereiro deste ano, continuará afastada de suas atividades até que a investigação seja concluída.
Segundo o secretário municipal de Educação, Lucas Barros, a versão da monitora não é a mesma relatada pela família, por isso o caso será apurado por uma sindicância e caso haja culpa da funcionária, ela poderá ser exonerada. Questionado se a monitora já tinha sido afastada da sala de aula pela direção da escola, o secretário disse que isso ocorreu após relato de outra monitora sobre o caso.









