Mais de 10 cidades da região estão sem delegado, segundo o Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo.
De acordo com um levantamento feito pelo sindicato, a Delegacia Seccional de Itapetininga, por exemplo, está com 5, das 13 cidades que abrange, sem delegado. Já a Delegacia Seccional de Itapeva possui 11 municípios sem delegado, dos 16 que atende, entre eles Buri, Guapiara, Itaberá, Nova Campina, Bom Sucesso de Itararé, Riversul, Ribeirão Grande e Taquarivaí. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o que ocorre é que um delegado pode cuidar de mais de um município, nos casos de pequenas cidades com baixa incidência criminal.
O secretário Mágino Alves Barbosa Filho recebeu entidades representantes da Polícia Civil para ouvir as demandas dos policiais. O secretário informou que estão sendo realizados estudos junto à Secretaria de Planejamento para avaliar a evolução das receitas e assim definir o ritmo de novas contratações.
O quadro da Polícia Civil foi duramente afetado pela Lei Complementar 144/2014, aprovada pelo Congresso Nacional, que estabeleceu idade máxima de 65 anos como teto para aposentadoria de policiais. A regra foi revo-gada em 2015, mas os cargos não foram restituídos. Recentemente, em meio ao debate sobre a reforma da Previdência, houve nova onda de pedidos de aposentadoria de policiais.
Devido ao levantamento, representantes do sindicato estiveram em Itapetininga no dia 23 de março para discutir sobre as condições das delegacias.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo, Raquel Kobashi Gallinati, esses números serão repassados ao governador. “Aqui no interior teve um aumento exacerbado de explosão de caixas eletrônicos. O tráfico de drogas aumentou absurdamente. Não há investimento da Polícia Civil. Hoje, temos o mesmo quadro de policiais de 1994 com o aumento da população e com um agravante, com 9 mil policiais a menos. Após o término e visitas nas seccionais, iremos levar essa realidade ao governador do Estado de São Paulo a respeito do desmonte e sucateamento. E se há uma vítima desse sucateamento é a sociedade”, afirmou.










