Lei de Capão Bonito pode ser modelo para suinocultura paulista

O prefeito de Capão Bonito, Marco Citadini, do PTB, se reuniu semana passada com membros da diretoria da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) na sala de reuniões do paço municipal.
No encontro que teve também a presença do vereador Matheus Francatto, do PR, foi discutida a recente lei aprovada pelo Legislativo local que determina a inclusão de carne suína no cardápio da merenda escolar do município e também foram apresentadas as vantagens competitivas de Capão Bonito aos membros da APCS relacionadas ao agronegócio.
“Nossa intenção é criar mecanismos para facilitar a vinda de investimentos privados na cidade para produção da carne suína. Estamos trabalhando em diversas frentes econômicas na nova política de geração de emprego e o agronegócio é um setor que merece atenção especial”, destacou o prefeito.
A associação mostrou grande interesse pela regulamentação da lei que é pioneira no Estado e que possibilitará que outros municípios sigam o exemplo capão-bonitense e coloquem também nos cardápios da merenda escolar o produto que é defendido pela APCS. “A lei de Capão Bonito é um estímulo à suinocultura paulista e vamos fazer todos os nossos esforços para que esta lei tenha abrangência estadual”, disse o presidente da APCS Valdomiro Ferreira Junior.
Segundo a APCS, a suinocultura paulista tem se consolidado como uma das mais fortes do país e tem tido bons resultados mesmo em períodos de crise econômica como a que o Brasil vive na atualidade.
O prefeito de Capão Bonito informou aos presentes na reunião que o município já teve no passado uma tradição na criação de porcos e que o município tem matéria-prima em abundância para alimentação do rebanho suíno. “Nossa região é grande produtora de milho e soja que são componentes importantes da alimentação dos suínos. Estamos propondo aos suinocultores paulistas que tragam seus investimentos para o município”, disse Citadini.
Existe a possibilidade de um empresário que atua na região instalar uma granja para criação de suínos no bairro Apiaí Mirim. Uma das dificuldades para implantação do investimento é a condição precária das estradas que dão acesso ao bairro.
A prefeitura está iniciando trabalhos pela Secretaria de Agropecuária e Obras para melhorar o acesso para possibilitar a realização da atividade que vai gerar empregos num bairro histórico do município. Na mesma reunião foi marcada uma audiência com o secretário estadual da Agricultura Arnaldo Jardim para o próximo dia 18 para que sejam discutidos junto ao Governo do Estado a regulamentação da lei capão-bonitense que é de autoria dos vereadores Matheus Francatto, Nino Nunes e Carlos Chaves e que pode ser de grande estímulo à suinocultura em São Paulo.
“A carne de porco além de ser comprovadamente de boa qualidade é mais barata do que a de bovino e pode gerar inclusive uma economia aos cofres públicos”, disse o presidente do APCS.
Pela lei aprovada pelo Legislativo de Capão Bonito, a carne de porco deve ser servida na merenda escolar pelo menos uma vez por semana. Atualmente no cardápio da merenda local contempla carne bovina, de frango e de peixe, além de legumes e verduras e tudo que deve ser servido numa refeição adequada aos estudantes.
Para os suinocultores pau-listas, levar a lei de Capão Bonito para outras localidades poderá se transformar num ganho muito importante para a atividade e seria também um estímulo para o aumento do rebanho suíno no Estado. A carne de porco até alguns anos sofria certa discriminação, mas todos os estudos mostram que ela é rica nutricionalmente e dá ótimos resultados aos seus consumidores. Além disso, é a mais consumida no mundo, podendo ser importante receita para o país em caso de exportação”, disse o empresário Antônio Iani, um dos incentivadores da produção suína na região.

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