Nova política de compra da prefeitura gera economia de R$ 8 milhões no primeiro semestre

REPORTAGEM D’O EXPRESSO

A nova gestão da Prefeitura de Capão Bonito vem implementando um rigoroso controle de qualidade e de economia nos processos administrativos referentes às compras públicas.
Uma série de vantagens e inovações foram implementadas na nova política de compras da municipalidade e a medida adotada como prioridade pelo prefeito Marco Citadini vem apresentando vantagens de ordem financeira aos cofres municipais, evitando assim o comprometimento das finanças municipais afetadas com a queda na arrecadação gerada pela crise que assombra o país.
No primeiro semestre deste ano, a prefeitura realizou 50 licitações dos mais variados gêneros, sendo 45 processos na modalidade Tomada de Preço e cinco através de Pregão Presencial. A Comissão de Licitações, atualmente formada pelos servidores Edvaldo Hilário de Queiroz (pregoeiro), e mais cinco funcionários na equipe de apoio, Robson Cetrin Alves, Cleusa Ferreira Fernandes, Milena Aparecida dos Reis, Ana Paula Pereira e Vânia Maria de Almeida, conseguiu diminuir o preço médio de mercado em todas as aquisições feitas pela municipalidade.
A economia gerada nas licitações foi calculada a partir da comparação dos valores correspondentes à média de mercado, onde a prefeitura faz uma cotação, no mínimo em três em-presas, para obter um preço médio do produto ou serviço a ser adquirido, e da proposta vencedora do certame.
Para o prefeito Marco Citadini, esse novo modelo ganha vantagens de prazo, valor e poder de negociação. “O pregão e a tomada de preço promovem a disputa entre os concorrentes, no sentido de diminuir a proposta dos valores”, argumenta.

Aquisições
Somente no processo licitatório para a compra de medicamentos distribuídos pela Secretaria Municipal de Saúde, a economia foi de R$ 3 milhões.
A previsão feita pela Comissão de Licitação referente ao valor médio a ser gasto na aquisição de produtos farmacêuticos, apontava um gasto de R$ 5,4 milhões.
Durante a concorrência, a prefeitura conseguiu diminuir o valor para R$ 3,08 milhões.
Outra importante economia foi na compra de seringas para insulantes, baixando o valor de R$ 1,8 milhão para R$ 935 mil, uma queda de 50%.
Na compra de produtos alimentícios para a produção diária da Merenda Escolar, a prefeitura também conseguiu gerar uma economia de R$ 869 mil, diminuindo o valor inicial de R$ 3,9 milhões para 3,1 milhões. Nesse processo, a maior contenção foi na aquisição de sobrecoxa de frango, onde o município deixou de gastar R$ 116 mil, comparando os preços praticados em 2016, que foi de R$ 11,70, e de 2017, R$ 6,63.
A contratação de empresa para manutenção e recuperação de veículos da frota municipal também foi vantajosa para os cofres da prefeitura, que conseguiu fechar o contrato com um valor bem abaixo da média de mercado, economizando R$ 362 mil. O preço caiu de R$ 596 mil para R$ 234 mil.
Já para a realização dos serviços de ampliação das redes de iluminação pública, a prefeitura baixou o valor global de R$ 594 mil para 325 mil, uma economia de R$ 269 mil.
O município ainda conseguiu obter vantagens econômicas na compra de tintas de solo para serviços de sinalização do Departamento Municipal de Trânsito. O valor global caiu de R$ 589 mil para 355 mil.
Na compra de equipamentos e acessórios de informática, a prefeitura economizou R$ 251 mil e na aquisição de aduelas e ferragens para construção de acessos como pontes, mantidas pela Secretaria de Agropecuária, Obras e Meio Ambiente, a economia foi de R$ 229 mil.
Houve ainda economia na compra de óleos lubrificantes, serviços de coleta de lixo e na contratação de empresa para elaboração do Plano Diretor de Controle de Erosão, uma exigência dos órgãos ambientais.
O prefeito Marco Citadini apontou outras vantagens na adoção da nova política de compras. “Esse novo modelo melhorou o processo e houve aumento da transparência ao atingir todos os envolvidos como governo, fornecedores, órgãos de controle e população”, destacou Citadini.

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