A Câmara de Guapiara decidiu cassar por unanimidade o mandato do vereador João Egidio Mendonça Teixeira (PSD) durante sessão extraordinária, na noite da última quarta-feira, dia 17 de janeiro.
João Egidio era investigado desde 14 de outubro do ano passado por uma Comissão Processante (CP) por enviar fotos íntimas do banheiro da Câmara Municipal para duas mulheres durante o expediente.
No início do mês, os laudos das perícias feitas nas fotos confirmaram que as imagens não eram montagens e que foram tiradas na Câmara.
Com isso, a Comissão enviou um relatório ao plenário apontando irregularidades na atitude do parlamentar.
Para a cassação do mandato de João Egidio eram necessários pelo menos oito votos dos onze vereadores da cidade, o que representa dois terços dos parlamentares.
A votação terminou após cinquenta minutos de sessão com dez vereadores votando a favor da cassação. O suplente de Mendonça – Jamir Gomes, não participou da votação.
Segundo o presidente da Câmara, Alexandre Martins de Oliveira (PP), o suplente irá tomar posse em breve.
“Vamos informar ao Fórum de Capão Bonito e o suplente deverá tomar posse nos próximos dias. A comissão apresentou parecer favorável para a cassação e a votação foi por unanimidade”, informou Oliveira.
O vereador agora cassado afirmou que recorrerá da decisão na Justiça e que entende que ela teve mais um caráter político, não levando em conta suas alegações.
Denúncia
Segundo o presidente da Câmara, um morador protocolou a denúncia contra o vereador no dia 23 de outubro.
Após a denúncia, a Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade, durante sessão realizada no dia 24 de outubro de 2017, a abertura de Comissão Processante (CP) contra o vereador.
Participaram da votação nove vereadores e todos foram a favor da investigação. Após a votação, ficou definido que o vereador Orlando Luiz de Oliveira (PTB) fosse o presidente da comissão, o vereador José Pereira da Cruz (PT) o relator e que o parlamentar Antônio Leite (PSDB) também fizesse parte da investigação.
Os laudos das perícias feitas nas fotos com ‘nudes’ apontaram que as imagens não são montagens.
A perícia ocorreu no dia 5 de janeiro por dois peritos de empresas distintas de Sorocaba. Além das fotos, foram periciados computadores de funcionários.
“Na defesa prévia do vereador, o advogado solicitou que fosse feita perícia na foto para constatar se era montagem e perícia nos computadores de alguns funcionários, entre eles assessores de alguns vereadores. Contratamos os peritos e os laudos apontaram que as fotos não são montagem. Eles também verificaram que não há irregularidade nos computadores”, alegou o presidente da Câmara Alexandre.
Nas redes sociais e entre a população de Guapiara as manifestações foram de apoio a cassação.
“Não havia outro caminho a ser tomado. É a vitória da moralização num momento complicado da política no Brasil”, alegaram internautas.










