Na semana passada este jornal adiantou que o projeto de lei que transformaria o município de Capão Bonito como sendo de interesse turístico, iria ser votado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, seria a aprovação do popular MIT (Município de Interesse Turístico) em que cidades paulistas tentam ser inseridas para que possam receber recursos anuais para investir em turismo.
Logo após a divulgação pelo O Expresso, surgiu uma disputa em busca da paternidade do feito, que lamentavelmente não valorizou o feito conseguido pelo município e demostrou a falta de grandeza de alguns agentes políticos que atuam na cidade.
O projeto de lei que institui o Plano Diretor de Turismo do município de Capão Bonito foi aprovado pela Câmara local e transformado em lei em novembro de 2019, quando o prefeito não era o atual gestor do município, mas que tinha como presidente do Conselho Municipal de Turismo a atual diretora de turismo da prefeitura. Além disso, é sabido que a aprovação do projeto que institui a cidade de Capão Bonito e outras dezenas de município como sendo de interesse turístico, foi um acordo de lideranças que colocou o nome de todos os deputados da atual legislatura paulista como indicadores para que houvesse a votação.
Mas todos que são ligados ao meio turístico da cidade e também que frequentam os corredores da Assembleia Legislativa do Estado, sabem que o projeto original colocando Capão Bonito como sendo MIT é o de número 54/2020, de autoria do deputado estadual Itamar Borges, do MDB.
Mas o que importa não é a paternidade do projeto, até porque o atual prefeito da cidade nunca aceita dividir nada com outro gestor, como se ele tivesse feito tudo que existe no município, mas o quão ele é importante para que a cidade possa, a partir de agora, contar com recursos estaduais que podem ajudar a alavancar o turismo no município, para que esta atividade tenha chances de crescer e com isso possa ter uma participação maior na economia local.
Há claramente um potencial a ser explorado, como os parques que estão próximos do município, como Carlos Botelho, Intervales e também o PENAP (Parque Nascentes do Paranapanema) que foi criado em 2012 e está todo dentro do território capão-bonitense.
Logicamente, que há muito a ser desenvolvido na cidade para que ela efetivamente tenha melhores resultados econômicos com a atividade turística, mas só o fato de ter um selo de MIT e ter a possibilidade de receber recursos anuais para investir na área, já pode ser considerado um avanço.
Avanço este que não é mérito somente de uma gestão ou de um único prefeito, mas sim de um trabalho conjunto que envolveu mais de um governo, mobilizou o setor de turismo local e teve apoio de políticos estaduais, algo que começou em 2017 e teve um passo grande essa semana.
Cabe agora a todos os envolvidos se dedicarem para que a cidade passe a ser um município cada vez mais preparado para receber e atrair turistas e que isto gere renda e empregos para os capão-bonitenses.









