Em alguns estabelecimentos de Capão Bonito o álcool gel já sumiu das prateleiras e os comércios que ainda possuem estão limitando a venda por cliente.
Há uma crítica dos capão-bonitenses pela exploração do medo das pessoas, que seguem as orientações médicas e dos governos municipais, estaduais e federal, e vão em busca dele: do álcool 70% INPM em gel.
De R$ 6,90 que era o preço padrão antes das orientações médicas e governamentais e das buscas desenfreadas, o produto agora está sendo vendido por cerca de até R$ 30,00. O álcool 70% é considerado essencial na higienização das mãos.
Para os moradores da cidade, o álcool gel passou a ser um produto essencial para fazer a higiene das mãos e tentar evitar a propagação de vírus, que tantos danos causam às pessoas e à saúde pública.
“As pessoas querem e estão fazendo a parte delas nessa cruzada contra o vírus, buscando evitar a proliferação de casos e a hospitalização delas ou de qualquer parente próximo. É preciso bom senso neste momento para evitar preços abusivos”, destacou o prefeito de Capão Bonito, Marco Citadini.
No Brasil já teve caso do Procon levar para a delegacia empresário que estava vendendo o álcool gel 70% pelo valor de R$ 30,00.
Com a ajuda das pessoas, cansadas de serem exploradas, os fiscais do órgão estão cada vez mais atuantes. Além de água e sabão, o álcool gel é o produto mais recomendado para a higienização das mãos na prevenção ao Corona-vírus.
Por isso, o produto passou a ser uns dos itens mais procurados em supermercados e farmácias de todo o país. Por isso alguns exploram.
Procon
De olho nas variações de preços, o Procon Estadual dará continuidade, a partir desta semana a uma fiscalização para observar os valores cobrados na venda de álcool gel e máscaras, itens básicos de prevenção contra o Corona-vírus.
O trabalho é desenvolvido da seguinte forma. Os agentes do Procon pegam o preço praticado desses produtos no sistema, bem como entram no estoque e observam se tem ou não os produtos para venda.
“Em um documento, anotamos o preço de revenda e agora estamos esperando chegar a nova aquisição de álcool gel e máscaras, quando iremos solicitar as notas fiscais da compra atual para comparar com o valor do estoque anterior”, ressaltou o Procon em nota.
“Se não houver diferença de preço, não há motivos para que os comerciantes aumentem o valor, porque não se pode tirar vantagem excessiva do consumidor em virtude de uma situação de risco à saúde mundial, como ocorre nesse momento por causa do Coronavírus”, afirmou o órgão.
Em caso de superpreço, o Procon orienta os consumidores a fazer denúncias sobre os estabelecimentos que estão praticando abuso no preço. É possível até dar cadeia para o comerciante.
Se constatada a infração, o estabelecimento pode responder a processo administrativo e ser multado, indica o Procon.
Caso se depare com algum valor de produtos ou serviços relacionados ao Coronavírus que considere abusivo, o consumidor pode registrar denúncia pelo aplicativo ou pelo site do Procon-SP.
A produção da Companhia Nacional do Álcool (CNA), maior fabricante brasileira de álcool gel, vai saltar de 120 mil frascos de 400 gramas por mês, antes da epidemia de Coronavírus, para mais de 6 milhões em março, segundo estimativa da empresa.
Para atender a nova demanda, a força de trabalho foi ampliada em cerca de 50% e a produção passou a ser ininterrupta.
Em fevereiro, quando foi confirmada a primeira infecção no Brasil, 1,2 milhão de unidades haviam sido vendidas. A demanda por álcool gel deve ser ainda maior nos meses seguintes.
Para abril, a CNA planeja iniciar a quarta e a quinta linhas de fabricação. “Nossa preocupação é conseguir atender ao mercado dentro de uma crise tão grave”, afirmou o presidente da empresa, Leonardo Ferreira.
Ele garante que a companhia não aplicou aumento de preço aos produtos que vende ao mercado.
Em várias cidades do país, há relatos de desabastecimento de álcool gel em farmácias e supermercados. Especialistas orientam que lavar bem as mãos com água e sabão também é eficaz para se prevenir da contaminação.
Para conter a disseminação da epidemia, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) emitiu orientações aos estabelecimentos.
Entre elas, a de que clientes comprando antitérmicos e anti-gripais deverão ser abordados para identificação de eventuais sintomas compatíveis com os do Coronavírus.









