As condições do Aterro Sanitário de Capão Bonito voltaram a ser vistoriadas por técnicos da Cetesb neste segundo semestre e a nota do IQR (Índice de Qualidade de Resíduos) evolui de 8.1 para 8.8, ou seja, considerado adequado. É a melhor nota obtida por Capão Bonito desde que o aterro foi licenciado.
Considerando que a maioria das cidades da região sofrem para tentar regularizar seus aterros, algumas inclusive travando batalhas judiciais devido a multas dos órgãos ambientais, a cidade está numa posição privilegiada.
Segundo o secretário de Agropecuária, Obras e Meio Ambiente Reinaldo Daniel Junior a nota vem subindo ano a ano, o que é um ótimo sinal para que a cidade ainda apareça em melhores posições no ranking ambiental do Estado.
“A questão de uma boa nota nas condições do aterro sanitário é fundamental para certificação do Programa Município Verde Azul. Nosso aterro continua sendo referência regional”, destacou Reinaldo Júnior.
De acordo ainda com Reinaldo Daniel, a nota subiu com a nova empresa que assumiu a gestão do aterro – a LCP Serviços Ambientais Eireli EPP e vem se esforçando para atender todas as recomendações ambientais.
“Outras melhorias previstas, como a troca da manta da lagoa de tratamento de chorume com projeto elaborado pela engenheira agrônoma Aline Erika Horie, já aprovado pelo Fehidro, um investimento de quase R$ 260 mil, que dará um salto ainda mais alto nesta nota em 2018, quando queremos passar a casa do 9.0. Quero também deixar um agradecimento a nossa equipe técnica e a Secretaria Municipal de Planejamento que tem contribuído muito para melhorarmos a resolutividade e gestão do aterro”, frisou o secretário Reinaldo Junior.
Nos últimos anos, a Cetesb junto com a Prefeitura de Capão Bonito vêm acelerando ajustes no aterro e isso explica a melhora das notas ano a ano.
A principal meta de Capão Bonito continua sendo acelerar as ações ambientais que vem sendo realizadas no município através do Programa Município Verde Azul, especificamente na diretiva Resíduo Sólidos, em cumprimento as metas exigidas para 2017.
No relatório preenchido pela Secretaria de Agropecuária, Obras e Meio Ambiente, foram vistoriados itens como: portaria, vigilância, isolamento físico e visual, recobrimento dos resíduos, proteção vegetal dos taludes, drenagem e tratamento de chorume, drenagem de águas pluviais, se há presença de catadores, queima de resíduos, e recebimento de resíduos não autorizados.
Todos estes itens citados têm que estar em conformidade, caso contrário a empresa é notificada a melhorar seu atendimento e administração do aterro municipal.









