Nos últimos dias este jornal noticiou vários casos de envenenamento de cães e gatos em cidades da região, como em Capão Bonito e Guapiara.
Os casos também apareceram em outras cidades do sudoeste, sendo inclusive alvo de matéria de emissoras de TV da região que mostraram a revolta de tutores e da população em geral com estes atos de covardia.
Alguns fatores favorecem para que os casos de envenenamento sejam divulgados com maior ênfase, principalmente pelo fato de que hoje, defensores da causa animal fazem questão de denunciar à polícia essa violência.
Apesar da evolução dos últimos anos na sociedade em relação aos cuidados com os animais de estimação, ainda há quem considere aceitável eliminar, por meio do veneno, seres indefesos. Trata-se de um retrocesso moral inadmissível. O envenenamento é uma prática cruel, silenciosa e covarde, que atinge não apenas os animais, mas toda a comunidade.
É preciso deixar claro: não se trata de “resolver um problema”, mas de cometer um crime.
A prática de maus-tratos teve punições mais severas estabelecidas pela Lei nº 14.064/2020, que aumentou a pena para casos envolvendo cães e gatos. A legislação existe e deve ser aplicada com rigor.
Quando alguém espalha veneno como intuito de eliminar cães e gatos, coloca em risco toda a coletividade, pois crianças podem ter contato com a substância e o medo passa a fazer parte da rotina dos bairros. O silêncio diante desses casos apenas fortalece a sensação de impunidade, por isso estimular que as pessoas e tutores denunciem todos os casos é primordial para que os culpados sejam identificados e punidos.
A denúncia não é apenas um direito, mas um dever cívico, por isso é fundamental que a população comunique às autoridades qualquer suspeita, para que a justiça possa ser feita.
Da mesma forma, cabe ao poder público investigar com seriedade e agir de maneira exemplar e não ser inerte para um tema que a sociedade não tolera mais, a crueldade contra animais, pois tais atos fragilizam os próprios valores da sociedade.
O respeito à vida – em todas as suas formas – é um princípio básico de convivência. Que os casos recentes sirvam não apenas como notícia, mas como alerta.
E que a indignação se transforme em ação para que os responsáveis paguem por seus erros e suas punições sirvam de exemplo, para que nossos pets não continuem a ser vítimas de seres humanos inescrupulosos.









