Leandro Egli de Almeida cultiva trigo há 20 anos em Capão Bonito. Mas se o trigo reinava absoluto na fazenda, hoje já não é mais assim.
Da área total de 700 hectares, 200 hectares passaram a ser cultivados com aveia preta.
O produtor diz que procurou várias opções e escolheu a aveia por melhorar a qualidade do solo. Assim, consegue depois aumentar a produtividade na lavoura de soja.
O trigo e a aveia são usados no sistema de rotação de cultura. Enquanto no verão as opções tradicionais são soja e milho, nesta época de inverno os agricultores optam por lavouras adaptadas às temperaturas mais amenas.
O agrônomo Nélio Uemura diz que fazer rotação beneficia a estrutura de solo e a reciclagem de nutrientes, o que reflete em produtividade para a próxima cultura que ocupar a área.
Kenji Okamura também reduziu a área de trigo.
O plantio recuou de 500 para 250 hectares. Já a aveia preta agora ocupa um espaço maior, sendo plantada em 400 hectares.
A situação em Capão Bonito é parecida com a que acontece em todo o Estado.
A área plantada nesta safra é 10% menor, mas a produção deve se manter nos patamares da safra anterior, em cerca de 270 mil toneladas, segundo o Sindicato da Indústria do Trigo de São Paulo.
Em Capão Bonito, o trigo já chegou a ocupar 11 mil hectares, de acordo com a Cooperativa Agrícola do município. Atualmente, não passa de 4,5 mil.









