Por 6 votos a 4, os vereadores de Buri decidiram no mês de dezembro não autorizar o governo municipal a financiar até R$ 5.000,000,00, através do FINISA “Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento”.
O produto lançado pela CAIXA em 2012 facilita e amplia a concessão de crédito para obras de saneamento ambiental, transporte e logística e energia.
A quantia, aliada a dúvidas referentes a parcelamentos, valores, consignação e forma de pagamento, acendeu o alerta e contribuiu para o resultado.
Segundo vereadores, “os zeros demasiados” do projeto de número 94/2017 enviado pelo Executivo acenderam o sinal de alerta, além de que o projeto teria sido protocolado pelo presidente do Legislativo, Gilmar Rosa, do DEM, meia hora antes da votação, que precisou ser suspensa.
Eles alegaram que todo projeto, segundo a Lei Orgânica do Município, precisa de um prazo para ser estudado, antes de ser votado. Ainda segundo informações, um pequeno tumulto entre alguns vereadores teria reforçado a interrupção dos trabalhos no Plenário.
Ao que parece, para alguns vereadores não ficou claro quanto a operação de crédito e a pressa da votação, sugerida pela prefeitura, além das dúvidas referentes a parcelamentos, valores, consignação e sobre qual seria a forma de pagamento, caso houvesse alteração “negativa” na arrecadação do município, já que o projeto levanta a hipótese de que, na insuficiência de recursos previstos, o governo estaria autorizado, mediante aceitação da agência, a utilizar outros recursos que assegurariam o pagamento das obrigações financeiras previstas em contrato.
A prefeitura
Conforme a Prefeitura de Buri não existe a intensão de empréstimo ou financiamento, muito menos no valor de cinco milhões de reais.
Segundo a informação, trata-se somente de uma autorização de que, se a prefeitura precisar, poderá pleitear junto a Caixa os recursos que ficariam disponíveis.
Os vereadores que votaram contra a contratação da operação de crédito foram Celso Caiubi Albuquerque Camargo Kubo, Joaquim Delfino Ú Fonseca, Lorevilson Machado Cavalcante, Rafael de Oliveira Comeron, Reginaldo Corrêa, Ronaldo Danilo de Almeida.
Os vereadores que votaram a favor foram Dorival Soares (Califórnia), Estefano Spaluto Queiroz, Francisco Lopes Ferreira Renato Vieira Cassú Demétrio.
Apesar de sugerir a aprovação do projeto aos colegas, o presidente do Legislativo Gilmar Rosa não precisou votar, pois só o faria em caso de empate.









