Dar proteção aos voos, zelar pela decolagem, trajeto e pouso, essas são umas das importantes funções que o segundo tenente da Aeronáutica, Reginaldo Caetano, exerce dentro da Força Aérea Brasileira.
Nascido e criado em Capão Bonito, Caetano saiu da cidade em 1988, para ir em busca de um grande sonho: seguir a carreira militar. “Sempre tive vontade de ser militar e me alistei no Exército em São José dos Campos. Na-quele ano, pouca gente se alistou e o sargento da Aeronáutica convocou voluntários, e assim comecei minha trajetória na corporação como soldado. Porém, queria crescer na minha carreira, por isso entrei em um cursinho e passei para o cargo de cabo. Depois disso fiz o curso para sargento na escola da Aeronáutica em Guaratinguetá, com especialização na proteção ao voo”, relatou.
Após finalizar o curso, Caetano foi transferido para Porto Seguro-BA, para trabalhar no destacamento de controle do espaço aéreo, que age na proteção ao voo. “Fiquei 14 anos em Porto Seguro, trabalhei como terceiro, segundo e primeiro sargento. Após esse período fui transferido para Manaus, no final de 2009”.
Na capital do Amazonas, fez curso de aperfeiçoamento de sargento para chegar ao cargo de subtenente e teve a oportunidade de prestar o concurso para oficial da Aeronáutica. “Para chegar a ser tenente fiz esse concurso interno que é muito concorrido a nível nacional, com poucas vagas. Estudei muito para passar. Graças a Deus e a todo o meu esforço, obtive êxito no concurso e passei para tenente da Aeronáutica, e também me qualifiquei para chegar a capitão”, destacou.
Assim que foi aprovado no concurso e assumiu o cargo de segundo tenente, em março de 2017, Caetano foi transferido para o Rio de Janeiro, onde é a sede do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. “Atualmente eu trabalho no Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), que planeja, gerencia, controla e executa as atividades relativas à Cartografia Aeronáutica. Nosso trabalho é feito para proteger o voo, produzimos cartas de rotas e áreas, que são específicas do voo para apoiar o aeronavegante tanto civil como militar para realizar um voo com segurança” explicou.
Na Força Aérea Brasileira, Caetano orgulha-se de ter uma trajetória de conquistas e sem punições, e destaca alguns prêmios recebidos. “Depois de cinco anos meu status foi elevado ao nível ótimo, e depois de 10 anos cheguei ao nível excelente, e recebi uma medalha e um documento assinado pelo presidente da República. Em 2008, completei 20 anos de carreira sem punição, e em 2015, pude ser agraciado com a medalha “Bartolomeu de Gusmão”, por ser um dos destaques entre os militares que apresentaram excelente comportamento. Nesse mesmo ano ganhei mais uma homenagem, que foi uma placa como especialista padrão. Agora, em 2018, vou completar 30 anos de carreira sem punição. Tudo isso vai agregando, empolgando, são coisas gratificantes”, contou.
Perfil
Reginaldo Caetano da Silva nasceu em Capão Bonito em 1969, é filho do canteiro Tobias Caetano da Silva e irmão de Maria Aparecida, José Carlos, Rita de Cássia, Maria de Fátima e Wanderley Caetano. É casado com Val Fatima Siqueira e pai de Bruna, Marcus e Mateus.
Criado só com o pai, teve o apoio em sua criação da senhora Noêmia, do marido dela, Wandir e dos filhos do casal, Gerson, Vilma, Ana Lúcia e Luiz Henrique, considerando-os como sua família. Morou na Vila São Judas Tadeu, estudou nas escolas Padre Arlindo Vieira, Jacyra Landim Stori e Raul Venturelli e trabalhou em diversos lugares, desde cedo.
“Eu comecei a trabalhar aos nove anos de idade como engraxate, depois trabalhei em oficinas mecânicas, serralherias, escritórios de registros de imóveis, no Fórum, além de ter sido entregador de jornais e ter trabalhado com meu pai cortando pedras. Trabalhar desde cedo me deixou mais maduro e fez com que eu aprendesse muito e valorizasse as pequenas coisas”, falou.
Além da carreira militar, Caetano é graduado em Letras pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e pós-graduado em Física pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), e lecionou aulas durante 14 anos.
Sempre que possível Caetano vem a Capão Bonito para rever os familiares, amigos e matar um pouco da saudade da terra natal, e revelou o carinho que tem pelo município.
“É a minha cidade natal e tenho muito apreço por ela. Se Deus quiser vou passar meus dias aposentado aqui. O município é muito bom, oferece muitas oportunidades, é só saber as portas que temos que abrir”, finalizou.









