Capão Bonito tem saldo positivo na geração de empregos em 2017

REPORTAGEM D’O EXPRESSO

Mesmo com o país enfrentando uma acentuada crise econômica em 2017 e que afetou diretamente os municípios brasileiros, Capão Bonito foi um dos únicos municípios da região a registrar saldo positivo na geração de emprego, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego divulgado recentemente.
Em 2017, o Ministério do Trabalho apontou que, ao todo, o município de Capão Bonito teve um saldo positivo de 177 vagas, superando inclusive o índice das duas maiores cidades da região, no caso Itapetininga, que fechou o ano com saldo negativo de 338 postos de trabalho e de Itapeva, que contabilizou saldo positivo de apenas 66 empregos.
Segundo ainda o Ministério do Trabalho, entre janeiro e dezembro, o número de admissões do município foi de 2.853 e o das demissões atingiu 2.676.
De acordo com o mesmo cadastro, Capão Bonito gera, atualmente, 6.749 empregos formais, com carteira registrada, e possui 3.046 estabelecimentos empresariais.
O setor de Comércio permanece como o maior empregador dentro do município, com 799 estabelecimentos que empregam 2.137 trabalhadores formais.
Em seguida, vem a Agricultura, que já liderou a geração de emprego em território capão-bonitense, com 1.798 postos de trabalho na terceira colocação vem o setor de Serviços, com a geração de 1.765 empregos com carteira assinada na cidade.
Comparando com o ano de 2016, que teve saldo negativo de 94 vagas, por exemplo, auge da crise brasileira, Capão Bonito criou 273 novos postos de trabalho a mais no ano de 2017.
“O cenário está ficando mais favorável no país e esperamos que em 2018 e principalmente em 2019 nossas ações junto aos Distritos Industriais 1 e 2 possam auxiliar no aumento dos números de empregos formais em nosso município.
É um trabalho de longo prazo que esperamos contabi-lizar para a cidade”, aponta o prefeito Marco Citadini, do PTB.

Região
Além de Capão Bonito, o município de Buri também fechou o ano de 2017 com saldo positivo na geração de empregos formais.
Foram 2.053 contratações contra 1.920 demissões em território burienses, totalizando um saldo de 133 novas vagas de trabalho.
Considerada o principal eixo econômico da região, a cidade de Itapetininga há quatro anos vem registrando saldo negativo na geração de empregos.
No ano passado, o município vizinho voltou a ter mais um saldo negativo de 338 vagas a menos de empregos formais se comparado com o ano anterior.
A cidade de Ribeirão Grande também não conseguiu se recuperar da crise de empregos que vem enfrentado desde a paralisação da produção de cimentos da fábrica do Grupo Votorantim, instalada no município desde a década de 70 e que paralisou suas atividades em 2015.
Em 2017, o município mais uma vez registrou a perda de mais 100 empregos, com 182 desligamentos e apenas 82 novas contratações formais.
Em Guapiara, a geração de emprego também foi negativa, mas com números bem próximos acabou mostrando uma pequena oscilação para baixo.
No ano passado, o número de contratações em Gua-piara foi menor que o de demissões, totalizando um saldo negativo de apena seis empregos em 2017.
Outro dado que mostra que a crise econômica do país tem afetado a região foram os dados sobre o município de Taquarivaí que sempre foi uma localidade que tinha índices positivos seguidos pelos dados do Caged. Desta vez Taquarivaí fechou o ano de 2017 com saldo negativo.
Foram 432 contratações contra 454 demissões perfazendo um número de 22 empregos formais a menos no fechamento anual.
Para prefeitos da região a tendência é que em 2018 os municípios tenham melhores resultados, pois tudo indica que o país já superou a fase mais negativa da crise econômica que afeta o Brasil desde 2015. Para estes políticos nunca na história o país teve três anos seguidos de recessão como ocorreu nesta última crise.
Outro fator que leva a perspectiva de melhores resultado é a possibilidade de o Congresso Nacional fazer a reforma na Previdência Social que elevaria a confiança do mercado financeiro no futuro do país e que poderia inserir a região numa espiral positiva que pode atingir todo o país.
“Se o governo federal conseguir aprovar a reforma na Previdência a tendência é que o Brasil viverá um novo cenário que afetará positivamente a economia do país. Acreditamos que vamos ter dias melhores este ano e os nossos municípios colherão estes frutos”, disse o prefeito de Capão Bonito e presidente do Condersul, Marco Citadini.

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