O Carnaval é marcado por festa e celebração, mas para muitas mulheres o medo do assédio ainda faz parte da folia. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva (2024), apontou que sete em cada dez brasileiras têm receio de sofrer assédio nesse período, e metade já foi vítima de importunação sexual durante a festa.
Diante desse cenário, governos e instituições intensificaram ações de prevenção e acolhimento. Em nível federal, a campanha “Se liga ou eu ligo 180” reforça que violência não é “brincadeira de Carnaval” e divulga o ‘Ligue 180’, canal gratuito de denúncia que funciona 24 horas.
No Rio de Janeiro, a campanha “Não é não” envolve força-tarefa com órgãos de segurança e organizadores de eventos, além de tornar obrigatória a capacitação de profissionais que atuam em grandes festas. No Distrito Federal, a ação “Não acabe com a minha festa”, promove abordagens educativas e fixa materiais informativos com QR Codes para facilitar denúncias.
Em São Paulo, o projeto “Alegria sim, assédio não”, da OAB-SP, oferece atendimento jurídico gratuito a vítimas. Já Minas Gerais, com a campanha “Depois do Não, é Crime, Uai!”, reforçou o policiamento e instalou delegacias móveis. Na Bahia, a iniciativa “Oxe, me respeite!”, mantém tendas de acolhimento nos circuitos oficiais e encaminha casos à rede de proteção.
As iniciativas buscam ampliar a informação, garantir canais acessíveis de denúncia e assegurar resposta rápida das autoridades, para que as mulheres possam aproveitar a festa com mais segurança.









