Na edição da semana passada este jornal teve a oportunidade de disponibilizar e fazer uma ampla matéria sobre o trabalho feito a pedido do Conselho Federal de Engenharia sobre o IPS (Índice de Progresso Social) dos municípios brasileiros.
Diferentemente do que costuma ser feito em casos de alguns índices oficiais, e que levam em conta o PIB (Produto Interno Bruto) e poucas outras demandas como saúde e educação, este levantamento feito a pedido das associações de classe da engenharia, amplia estes dados trazendo análise sobre vários aspectos, desde acesso à informação, até segurança, saneamento básico e condições de moradia.
Desta forma, ao ampliar o campo de análise, o levantamento proporciona um diagnóstico muito maior para que as autoridades possam agir em cima de dados claros e de demandas que muitas vezes não são perceptíveis para alguns gestores.
Esses dados do IPS também servem para balizar a opinião pública no apoio as demandas que são realmente necessárias para as comunidades locais, pois muitas vezes os problemas que são mais urgentes em Capão Bonito não são os mesmos em Guapiara ou Buri.
E por falar em cidades da região, ao se debruçar nas informações do IPS, a equipe de jornalismo de O Expresso pôde constatar que infelizmente o município com pior avaliação do Estado no relatório é exatamente de nossa região, no caso o município de Guapiara, os demais municípios da região, embora não estejam nas últimas colocações, estão com índices ruins e abaixo da média estadual, o que mostra que há muito ainda a ser feito para que as cidades do nosso sudoeste, sejam elas de maior ou de menor população, alcancem um nível de desenvolvimento que proporcione qualidade de vida para seus moradores.
Cabe agora aos representantes dos executivos municipais e também aos membros do Legislativo das cidades da região, se debruçarem sobre os dados de suas respectivas cidades e com base nas fraquezas apontadas busquem ações para diminuir seus problemas e com isso passem a possibilitar no futuro que seus municípios cresçam e proporcionem uma qualidade de vida mais saudável em todos os aspectos da vida comunitária.
Que o bom trabalho disponibilizado pela classe da engenharia não fique em vão, ou mesmo seja deixado de lado num armário ou numa gaveta, mas que possa ser usado com sabedoria, quem sabe assim, com nossos gestores agindo com um mínimo de profissionalismo, nossas cidades deixarão no futuro os últimos lugares em todas as listas e passarão a ocupar colocações que nos deixem com orgulho e não com a vergonha dos dias atuais.









