Comerciantes reclamam de moradores em situação de rua na região central

Problema acontece na praça Rui Barbosa, na Floriano Peixoto e na praça da Lojas Cem

 

Comerciantes do centro de Capão Bonito reclamam da presença de moradores em situação de rua na praça Rui Barbosa, na rua Floriano Peixoto e na praça João XXIII (Lojas Cem) e solicitam medidas urgentes à Secretaria de Desenvolvimento Social, atualmente comandada pelo aposentado Pedro Paulo Galvão.

Para eles, a Municipalidade deveria criar uma política pública mais efetiva, retirá-los do ambiente de rua e encontrar alternativas socioeducativas envolvendo, inclusive, a família desses moradores.

Segundo ainda comerciantes que enviaram a reclamação à redação d’ O Expresso, os moradores em situação de rua, que enfrentam problemas relacionados à dependência química, criam brigas entre eles e provocam constrangimento aos clientes que circulam pela região do comércio central.

Para os comerciantes, além do prejuízo nas vendas, os consumidores ficam com medo de fazer uma simples recarga de celular e sentem-se até incomodados com tanto pedido de dinheiro e comida, além da sujeira, peças de roupa espalhadas e falta de higiene dos pedintes.

A praça central é o principal ponto dos moradores em situação de rua em Capão Bonito, mas também circulam durante o dia pelas ruas Floriano Peixoto, General Carneiro, Silva Jardim e Sete de Setembro.

Segundo ainda o relato de um comerciante, os pedintes deixam sujeiras por onde passam e ainda suspeitam de uso de entorpecentes ilegais. “Na segunda-feira, uma funcionária de uma loja pediu licença ao morador de rua, que estava embriagado, para se retirar do local, pois precisava abrir o comércio. Ele se recusou e a situação foi resolvida por um guarda particular, pois a Prefeitura foi acionada e não resolveu nada”, disse o comerciante.

Abandono da região central

Os comerciantes preferem não se identificar, pois temem perseguições e represálias, porém, desabafam: “Estou há mais de 20 anos na região central e nunca vi tão abandonada assim. E tenho certeza que a maioria desses moradores de rua não é de Capão Bonito”, disse um dos comerciantes revoltado com a situação.

Outro lojista relatou que já observou abordagem da equipe da Assistência Social da Prefeitura para levar os moradores de rua a um abrigo, mas, no dia seguinte eles retornam. “É como uma novela, cada dia um capítulo dessa história”, falou.

Fontes da Prefeitura consultadas pelo O Expresso afirmaram que a Municipalidade promove campanhas de conscientização sobre os malefícios em relação à doação de esmolas e abordagens socioeducativas constantes, contando com apoio das equipes de profissionais do CRAS, Creas e CAPS.

“A Prefeitura faz a sua parte, porém, não se pode obrigar o morador em situação de rua a permanecer em um abrigo ou de realizar atividades terapêuticas. É um problema em todo país e uma luta dos municípios, que transferem esses moradores de uma cidade para outra sem uma solução definitiva”, disse a fonte d’O Expresso.

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