Coqueluche: entenda sobre a doença que voltou a preocupar o mundo

A coqueluche, também conhecida como tosse comprida, é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, que afeta o aparelho respiratório, incluindo a traqueia e brônquios.

Os principais fatores de risco para a doença têm relação direta com a falta de vacinação. A prevenção contra a coqueluche é através da vacina Tríplice, que deve ser administrada em crianças de dois meses até quatro anos e onze meses.

A volta da preocupação com a coqueluche começou em maio deste ano, quando a União Europeia divulgou o Boletim Epidemiológico constando aumento da doença em pelo menos 17 países. Mais de 32.037 casos foram notificados de coqueluche entre 01 de janeiro e 31 de março de 2024. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China (CCDC, 2024) informou que, em 2024, foram notificados no país, 32.380 casos e 13 óbitos.

No Brasil, a Secretaria de Saúde do Paraná confirmou uma morte por coqueluche no Estado. A vítima é um bebê de 6 meses que residia na cidade de Londrina. Essa foi a primeira morte registrada no país, após 3 anos sem vítimas pela doença, segundo o Ministério de Saúde. Ainda é investigada pela doença, a morte de um bebê de 3 meses, residente em Irati, região sudeste do Estado. De janeiro até a 1ª quinzena de junho foram confirmados 24 casos de coqueluche no Paraná. Em nosso país, o último pico epidêmico de coqueluche ocorreu em 2014, quando foram confirmados mais de 8.500 casos.

O Ministério da Saúde reforça que a principal forma de prevenção da coqueluche é a vacinação de crianças menores de 1 ano, com a aplicação de doses de reforço. O esquema vacinal inicialmente é composto por três doses, aos 2 meses, aos 4 meses e aos 6 meses, da vacina penta, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b, seguida de doses de reforço com a vacina DTP, contra difteria, tétano e coqueluche, conhecida como tríplice bacteriana.

Para as gestantes, como uma técnica de imunização aos recém-nascidos, recomenda-se, desde 2014, uma dose da vacina dTpa tipo adulto por gestação, a partir da vigésima semana. Para quem não foi imunizada durante a gravidez, a orientação é administrar uma dose da dTpa no puerpério, o mais precocemente possível e até 45 dias pós-parto.

De acordo as informações da Fiocruz, a coqueluche evolui em três fases sucessivas. A fase catarral inicia-se com manifestações respiratórias e sintomas leves, que podem ser confundidos com uma gripe: febre, coriza, mal-estar e tosse seca. Logo depois, há excessos de tosse seca contínua. Na fase aguda, os excessos de tosse são acompanhados por inspiração forçada e prolongada e vômitos, sintomas esses, que provocam dificuldade de comer, beber e respirar. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, como a desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral, levando o paciente a morte.

A doença é transmitida por contato direto com a secreção do indivíduo doente, como gotas de saliva lançadas ao ar ou por objetos contaminado, durando aproximadamente 30 dias.

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