Pessoas estão preocupadas em Guapiara.
O aumento de denúncias falsas sem provas vem aumentando gradativamente e gerando processos na Polícia e no Judiciário.
Na semana passada, uma das vítimas das supostas denúncias esteve na redação d’O Expresso acompanhada por familiares e manifestou sua indignação.
Segundo o morador, uma menor depois de um mês de fatos supostamente ocorridos, pesquisou e o escolheu via facebook para aplicar o golpe.
Segundo relato da suposta vítima, ela foi assediada quando passeava com sua colega. “Alguém parou com o seu veículo próximo e me ofereceu R$ 50,00 e me convidou para sair. Recebendo resposta negativa, a pessoa insistiu, fez gesto obsceno e bateu a costa de uma das mãos com a palma da outra, simulando um ato sexual”, alegou a menor em seu depoimento.
De acordo com o morador envolvido na denúncia, o depoimento, porém, esbarra em contradições, pois a menor alegou que não conhecia o suposto autor nas acusações e esqueceu que o mesmo reside há mais de 5 anos a menos de 300 metros (dois quarteirões) de sua casa.
“O que está acontecendo em Guapiara é algo muito sério e complicado. Meninas estão acusando com o propósito específico de dar golpe e obter dinheiro com chantagem. Esse tipo de coisa é muito séria. Eu mesmo sou a favor de ligar para os telefones de denúncia e da polícia na mesma hora, ou avisar pais e/ou o Conselho Tutelar para acionar a Polícia Militar e pegar o suspeito em flagrante e assim descobrir realmente o suposto autor, mas na cidade o que se vê é algo feito com intenção de golpe”, desabafou a vítima das acusações acompanhado de sua mulher.
O fato é que a denúncia virou um inquérito policial e vem sendo investigada na Delegacia de Guapiara, inclusive com indiciamento.
“É o tipo de coisa que a gente não sabe nem como se defender. Estou aqui por repúdio contra uma situação e difamação que tem causado muito constrangimento à nossa família. Outras pessoas também podem ser vítimas como eu”, alegou o morador.
O caso segue o rumo das investigações em segredo de Justiça.
A reportagem d’O Expresso teve acesso ao boletim de ocorrência e devido ao envolvimento de menor preservou a identidade das partes envolvidas para não prejudicar o processo investigatório.









