Elosport de Capão Bonito comemora seus 24 anos

Fundado em 10 de maio de 1993, o Elosport de Capão Bonito chegou aos 24 anos.
O Galo do Sul jamais alterou suas cores, que eram as mesmas da construtora Elotec, de Irineu Rodrigues Gonzales, fundador e atual presidente do clube.
O clube surgiu como um braço social da empresa e logo ganhou força no futebol amador de sua região.
Antes de integrar o futebol profissional em 1997, o Elosport conquistou o título da Liga de Tatuí em 1994 e o da Liga de Sorocaba em 1995.
Sempre com as mesmas cores e com o mesmo distintivo, com a intenção de demonstrar união por meio dos elos de uma corrente.
Ao longo dos anos, dependendo do apoio dos patrocinadores, o clube atuou com camisas listradas ou com detalhes em verde ou branco, sem nunca, porém, abandonar o azul.
No profissionalismo, entretanto, o clube não conseguiu os mesmos resultados que conquistou em seus primeiros anos.
Após deixar o amadorismo, o Elosport fez parte da então Série B1-B do Campeonato Paulista. No entanto, com a criação da Série B3 em 2001, o time acabou descendo mais um degrau no mesmo ano.
Em 2002, o time foi um dos três alçados à Série B2, graças à exclusão do Corinthians de Presidente Prudente, EC São Bernardo e Santacruzense.
No entanto, a equipe de Capão Bonito não conseguiu se segurar e acabou retornando para a B3. No ano seguinte foi promovida mais uma vez e retornou à disputa da Série B2 em 2004.
O acesso, porém, não foi suficiente para que o clube participasse das competições profissionais em 2005. Até seu retorno, em 2007, quando foi inscrito na Segunda Divisão do Campeonato Paulista, onde permanece até hoje, o clube disputou apenas competições das categorias de base.
Na Segunda Divisão de 2007, o Elosport chegou à segunda fase e, em 2008, não conseguiu passar da etapa inicial.
Já em 2009, a equipe chegou à terceira fase da competição, entre os 12 melhores clubes da Segundona.

12 anos no comando
Um dos destaques do Elo sem dúvida é o técnico Luis Carlos Vilela, também conhecido como “Ferguson Caipira”, que está no comando da equipe há 12 anos ininterruptos, um verdadeiro recorde diante da grande rotatividade de técnicos no futebol brasileiro.
A situação, claro, é inusitada e Vilela não vê como aplicá-la num clube de elite.
“É difícil. Essa fórmula aqui no Brasil não existe, de um treinador ficar muito tempo em um clube. Aconteceu com o Muricy, Tite, mas não é comum. Eu acredito estar aqui pela condição do clube e outra pelo presidente, que só ele pode responder. A bola mágica não existe no Brasil”, afirma o técnico.
As lembranças dos anos dedicados ao Elosport emocionam Luiz Carlos Vilela.
Nascido em São Paulo e ex-jogador de futebol, o treinador chegou ao clube em 1995 após convite de um irmão de Zé Maria, ex-lateral do Corinthians.
Mas a relação de amor entre Vilela e o Elosport teve seus momentos de crise.
Em duas oportunidades, o treinador deixou a equipe por divergências com a direção, que é a mesma desde a fundação do clube.
Em 1999, ele foi consultor técnico das categorias de base do Palmeiras.
Em 2003, treinou o Toledo-PR. A distância do Elosport, porém, não durou mais do que dois anos.
“Eu deixei o clube duas vezes e vieram atrás de mim para retornar. O clube chegou a encerrar suas atividades em 2004. No último retorno, coloquei minhas condições para o presidente e, desde então, não saí mais e também não tenho pretensão de deixar o time. Eu me sinto em casa quando estou no clube. Como eu aguento ficar aqui? Isso eu não consigo te responder. É como se o time fosse meu filho, é a minha vida. Hoje, tudo o que eu faço é para o Elosport. Tenho minha família, mas eu vivo mais aqui dentro do clube que na minha casa”, destaca o técnico.
A relação com o torcedor, segundo Vilela, é pacífica.
Mesmo sem ter conquistado um título ou ao menos um acesso com a equipe, o treinador é querido pela torcida, que brinca com o fato de nunca ter tirado o clube da quarta e última divisão do futebol paulista.

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