O encontro promovido pelo Governo do Estado em Capão Bonito, denominado Jornada de Desenvolvimento da Mineração, e realizado através da SEMIL (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo) apontou a grande potencialidade que a região Sudoeste e o Vale do Ribeira têm para o desenvolvimento da mineração.
O evento foi realizado no auditório da Fatec de Capão Bonito, das 9 até as 14 horas, e foi aberto pela subsecretária de Mineração do Estado, Marisa Barros, e contou com a presença do vice-prefeito de Capão Bonito, Roberto Tamura, representando o prefeito Júlio Fernando, o presidente da Câmara de Capão Bonito, Alan Senciatti, do prefeito interino de Ribeirão Grande, Ricardo Pioio, e do prefeito de Itapirapuã Paulista, Júlio Cesar do Amaral, além de muitos representantes de empresas do setor da mineração, técnicos de empresas estatais e muitos profissionais que atuam no ramo.
Depois da abertura, foram realizadas sete palestras que trouxeram o potencial da mineração para o desenvolvimento da região e que foram feitas por representantes da Diretoria de Mineração da SEMIL, da Agencia Nacional de Mineração, do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), da Associação dos Mineradores do Sudoeste Paulista, da Cetesb, do Serviço Geológico do Brasil e foi finalizado pela Diretoria de Planejamento Ambiental.
Além de enaltecer o potencial da região, mostrando que a mineração pode ser um grande fator de geração de emprego e renda, foi procurado desmistificar a ideia de que a atividade é danosa para o meio ambiente e foi lembrado que ninguém consegue viver nos dias atuais sem que haja a participação da atividade mineral, sendo lembrado inclusive da importância para a tecnologia. “Sem mineração, por exemplo, não teríamos computadores, celulares e muitas outras coisas que encontramos no nosso dia a dia”, enfatizaram os palestrantes.
Uma das palestras mais importantes foi feita pelo representante do IPT, Marsis Cabral Junior, que falou sobre o OTGM (Ordenamento Territorial Geomineral) feito pelo instituto e que levantou as enormes reservas de vários minerais que a região tem e que seria um potencial gigantesco para o desenvolvimento do Sudoeste.
Outra palestra muito positiva foi a do presidente da Aminsp (Associação dos Mineradores do Sudoeste Paulista) Nelson Milan Elias, que fez uma comparação entre as cidades de Ribeirão Grande, que está com sua fábrica de cimento fechada desde 2015, e a cidade paranaense de Adrianópolis, que fica ao lado de Ribeira e que ganhou uma fábrica de cimento do Grupo Suprema. Elias mostrou a vertiginosa queda do PIB de Ribeirão Grande e o aumento em Adrianópolis, que passou da penúltima colocação em renda do seu estado para ser a 49ª colocada entre os 399 municípios paranaenses.
O presidente da Aminsp lembrou que a mineração não degrada o meio ambiente, somente transforma a imagem de um determinado local que depois é usado para outros fins. E citou exemplos como o Parque Ibirapuera, que era uma pedreira e foi transformado em um belo parque.
“Nós não somos inimigos do meio ambiente e ocupamos uma área ínfima se comparada com os fatores positivos de nossa atividade. Em estados vizinhos, como o Paraná, o setor tem muito menos burocracia. Da forma como está hoje, as pequenas empresas de mineração vão deixar de existir em São Paulo”, disse Nelson Elias.










