Em tempos de crise, por sinal, uma atrás da outra, nasce uma esperança, há tempos adormecida em solo gameleiro.
Tive a oportunidade, digamos assim, de elaborar meu projeto de conclusão do curso de pós-graduação em Ciência e Marketing Político pela Universidade de São Paulo (USP), sobre a história política de Capão Bonito, na linha do tempo entre 1958 a 2008, sugerido pelo amigo Juraci B. das Chagas.
Foi um aprendizado e tanto, não somente no teor político, mas no aprofundamento da questão econômica local.
A cidade viveu seu apogeu econômico nos anos 50 a 60 devido à sua privilegiada posição geográfica, o que a levou a se tornar o principal eixo rodoviário em direção ao sul do país e ao Mercosul.
Capão Bonito era passagem obrigatória e com a pungente movimentação, desencadeou-se uma forte cadeia produtiva nos setores de comércio e serviços.
Inaugurou-se a Regis Bittencourt (BR-116), e do dia para noite, a cidade, até então iluminada economicamente, amanheceu sombria.
De lá pra cá, apesar de algumas comorbidades silenciosas, o município sobreviveu através da criação de alguns eixos econômicos, entre eles os interligados aos dividendos da Agricultura.
Da década de 70 até agora, tivemos alguns altos e baixos na economia, mas sempre enfrentando a mesma dificuldade: a consolidação de um projeto real de desenvolvimento e geração de emprego e renda.
Os prefeitos são os culpados ? Alguns sim, outros não! Cada prefeito que passou nesses 163 anos de história, deu a sua contribuição. Uns com visão mais ampla e alguns míopes. Pavimentar ruas e dotar a cidade de estrutura para os serviços públicos, ou seja, o feijão com arroz, quase todos fizeram, porém, faltava o “além disso”.
Eis que o momento chegou. Alguns cegos céticos certamente não enxergarão o que está diante de seus olhos, até porque não é fácil quebrar o paradigma centenário da falta de oportunidade.
O projeto de desenvolvimento de Capão Bonito virou até piada em algumas rodas, mas nada melhor que a materialização da prova para a alegação final.
Numa conta rápida, a cidade deve gerar mais de 1500 empregos diretos com o Distrito Industrial II, que está a todo vapor com as 16 novas indústrias, as obras de infraestrutura dos dois novos loteamentos Vista Verde (Cruzeiro) e Vila Bella (Alvorada), que estão ampliando os horizontes urbanos de Capão Bonito, a construção de um novo hipermercado na região do Terminal Rodoviária, a nova fábrica de batata palha no Distrito Industrial I, a inauguração do Hotel Ibis, um empreendimento de R$ 16 milhões e que vai gerar dezenas de empregos, o investimento de R$ 1,6 milhão no Parque Estadual Nascentes do Paranapanema, o novo complexo comercial na avenida Dona Nenê e por fim, o ar de modernidade do conjunto de 102 apartamentos do Clube e Vida.
Enfim, chegou a hora da nossa querida Capão Bonito.
Francisco Lino é Jornalista.









