Envergonhando a cidade

Quando um cidadão decide por candidatar-se a um cargo público precisa ter a ciência que terá pela frente os bônus e os ônus dessa função tão importante.

Entre os bônus, muitos são conhecidos como subsídios, vantagens por maior inserção social, importância nas decisões do que acontece em sua localidade e muitas outras vantagens lícitas e até ilícitas, mas há também os ônus que se impõem a um representante eleito pelo povo, uma delas é o fato de representar seu município ou estado, seja como membro do Executivo ou do Legislativo. Nestas obrigações de um político eleito está se comportar adequadamente e estar preparado para função que vai exercer.

Depois de várias escorregadas nos últimos anos, na semana passada a Câmara de Capão Bonito protagonizou um vexame sem precedentes para a cidade e desta vez a nível nacional, ao ver um vereador do União Brasil, Clayton Sassá, que não sabia o que era o termo tombamento de prédio histórico, proferir um discurso entusiasmado que viralizou nas redes sociais.

Na ânsia de atacar um vereador da oposição que questionava serviços de fechamento de uma rua para o tráfego de caminhões no bairro Ferreira das Almas, o vereador do União Brasil saiu com a pérola dizendo claramente que era contra o tombamento da igreja de 150 anos do bairro, pois não admitia que ela fosse tombada ou derrubada.

O erro do vereador também é um sinal de que apesar de vivermos numa democracia, os brasileiros ainda precisam aprimorar mais suas escolhas na hora de votar.

Entre as funções primordiais de um vereador está fiscalizar atos do Poder Executivo e fazer lei, mas a pergunta que fica: como um vereador que não sabe o que significa o termo tombamento terá capacidade para interpretar e fazer leis?

Logicamente que o próprio eleitor tem culpa ao colocar num cargo relevante alguém que seja seu amigo, que seja um conhecido, sem que faça a devida avaliação se esta pessoa tem condições de exercer o cargo para qual está se candidatando.

Mas o maior culpado é aquele que se elege e não procura se preparar para a função e antes de querer entrar em disputas políticas, como foi o caso ocorrido em Capão Bonito, atente para o que fala para não envergonhar toda a cidade, afinal de contas, todos no Brasil agora ouviram falar de Capão Bonito, mas de forma vexatória.

Que o erro do vereador capão-bonitense sirva de lição para que outros não cometam o mesmo vergonhoso equívoco para que a cidade seja lembrada por coisas boas e não pela incompetência de nossa classe política.

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