Profissional da Saúde, que está na linha de frente, não conseguiu obter o remédio na unidade pública
Uma profissional da Saúde de Capão Bonito, que pediu para não revelar publicamente seu nome, temendo possível perseguição, não conseguiu obter um medicamento na Farmácia Municipal do Posto de Saúde CSI, do centro da cidade, para o devido tratamento da pós-Covid-19.
O pedido foi negado pelo farmacêutico responsável e também pelo setor Social da Secretaria Municipal de Saúde pelo fato de a paciente ter renda como profissional da Saúde. A reportagem d’O Expresso consultou farmacêuticos que atuam no setor público de outras cidades da região, e segundo eles, o medicamente solicitado varia de R$ 250,00 a R$ 300,00 nas farmácias privadas.
Outro problema que vem ocorrendo na Farmácia do CSI é a falta de farmacêutico no período da tarde. Os dois profissionais que atuam na unidade, cumprem expediente pela manhã e isso dificulta o fornecimento de medicamentos controlados no período da tarde. “Fui retirar o medicamento á tarde e não consegui porque os farmacêuticos atendem apenas pela manhã e tive que comprar na farmácia particular”, reclamou uma moradora da vila São Judas.
Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde conta com cinco farmacêuticos concursados: dois que atuam no CSI, um na UBS da Vila Aparecida, outro na UBS da Vila São Paulo e um destinado para a Vigilância Sanitária.
O Pronto Atendimento da UBS da Vila Aparecida também pode ser paralisado por falta de pagamento aos profissionais da Saúde. Novamente a Gestão Administrativa da Prefeitura cometeu uma falha que poder vir a comprometer o funcionamento de alguns serviços públicos.
O PA da Vila Aparecida funciona das 17h00 às 20h00 e os profissionais da Saúde que atuam nesse atendimento, eram remunerados através de horas extras, porém, o prefeito Julio Fernando suspendeu recentemente, através do decreto 064/2021, o pagamento de horas extras para todo e qualquer funcionário público municipal.
Os profissionais do PA da Vila Aparecida ainda não receberam o pagamento do serviço prestado em maio por causa desse impedimento, e aguardam uma solução jurídica da Prefeitura.
Essa falta de interlocução entre os setores da Prefeitura mostra, mais uma vez, o desacerto do atual governo municipal e que acaba prejudicando serviços públicos essenciais, principalmente no pior momento da Pandemia no município.









